A compra do terreno

Published On 11/10/2016 | Vila Belmiro
Por Gabriel Santana, 
Santos, 11/10/2016

O sonho de ter um estádio próprio, começou em 1915, mais precisamente no dia 14 de julho.
Em mais uma das expressivas reuniões de diretoria do Santos, na época situada na sede do Largo do Rosário, a reunião presidida por Agnello Cicero de Oliveira, na ocasião, mencionou pela 1º vez a necessidade que o clube tinha em ter sua própria “Praça de Esportes”.
E para tratar do assunto da construção de um campo de futebol, foi instituída uma comissão de diretores: Luiz Suplicy Filho, Harold Cross, Sebastião Arantes e Francisco Viriato Correa.
O presidente Agnello expôs a grande necessidade do time santista ter um campo de futebol, com todas acomodações e instalações necessárias, para uso dos atletas e apreciadores.
Urbano Caldeira, o então 1º Secretário, foi o primeiro a apresentar um terreno a diretoria. Meses depois, foi a vez do Sr. Suplyci, apresentar a planta dos terrenos pertencentes a Companhia Santista de Habitações Econômicas, no Campo Grande. Nenhum dos terrenos foi aprovado, e Urbano mais uma vez, mencionou outro bom terreno, no bairro Campo Grande. Na época, próximo ao Campo Grande, existia a Vila Operária, que anos mais tarde passaria a se chamar Vila Belmiro, e teria seu “território” expandido.
Devido ao tamanho entusiasmo de Urbano, a Diretoria o nomeou para fazer parte da Comissão, afim de auxiliar os trabalhos.
No dia 23 de dezembro, em reunião extraordinária, enfim foi selado a compra do esperado terreno. Devido ao preço razoável, e pela localização do terreno ter duas linhas de bonde próximas, foi aprovado o último terreno apresentado por Urbano Caldeira, pertencente a Companhia Santista de Habitações Econômicas, com as dimensões de cento e sessenta metros de comprimento por cento e quinze de largura, próximo ao canal 2, pelo preço de dois mil reis o metro quadrado.
Através de um empréstimo, a diretoria santista quitou o pagamento do terreno, e recebeu uma escritura definitiva da compra em 1922.
Ao decorrer do pagamento das parcelas,  a diretoria transformou a quitação em um “cunho sentimental”. Para levantar fundos, criou uma lista com o seguinte título: “adesões dos que querem bem ao Santos F.C.”. Inúmeros foram os inscritos para colaborar com o clube.
Como prometido, o Campo Santista foi entregue em 4 meses, e inaugurado no dia 12 de outubro de 1916, sendo a realização da 1º partida 10 dias depois, no dia 22.

Fontes e Referências:
Centro de Memória e Estatística do Santos FC;
Historiador Guilherme Guarche;

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