A história do Santos em versos!


Belíssima obra de Roberto Dias Alvares, contando a grandiosa história do Santos em versos! É com grande honra, que o Acervo Histórico do Santos, abre o seu espaço para divulgar essa magnífica obra de arte!

• Cronograma das poesias
1912-1922 – 1927-1935 – 1948-1954 – 1955-1959  – 1960-1962 – 1963-1964 – 1965-1966 –
1967-1968 – 1969-1970 – 1971-1973 – 1974-1976 – 1977-1978 – 1980-1984 – 1985-1989

– Texto de Roberto Dias Alvares:
“O futebol é entre todos os esportes, o mais ilógico de todos. E é por isso mesmo o mais apaixonante de todos.
As agremiações esportivas, conhecidas como clubes de futebol construíram ao longo dos anos as suas identidades forjadas nas conquistas de títulos, na maneira de jogar, no comportamento dos jogadores e assim cada ser humano acaba se interessando por este ou aquele clube.
A cor da camisa também influencia, mas é a história construída ao longo de anos, décadas e até séculos que irão direcionar o torcedor para um clube, que vai despertar sua paixão por este ou aquele time.
O Santos F.C. desde a sua fundação, forjou sua identidade na ofensividade, na busca incessante pelo gol. Não importando se fosse para tomar 4, desde que marcasse 5. Hoje passou a se chamar DNA ofensivo e este termo casa perfeitamente com isso, afinal, o DNA é aquilo que determina as características de um ser humano e no caso do Santos, de um clube de futebol. Todos os chamados grandes clubes de futebol do Brasil, surgiram e se apoiaram no fato de representarem uma capital de Estado. Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo. Todos oriundos de uma destas grandes metrópoles. Menos o Santos que nasceu em uma cidade portuária aberta para todas as cidades do mundo e que anos mais tarde fez com que todas as grandes cidades do mundo fossem seduzidas pelo futebol mais bonito que um time ou seleção já praticou em um gramado.
O futebol foi criado em um País que o praticava e ainda prática usando a força física e o trato tosco da bola. No Brasil, o Santos foi o clube que fez do futebol, magia e poesia. Não bastava marcar gols. Os gols tinham de ser lapidados, elaborados com a sutileza e a suavidade de dribles, gingas, toques sutis, chutes de curva colocados ou com força mas suficientes para vencer o goleiro e não para arrombar as redes.
Um time que jogou por música e que deixou um legado de mais de doze mil gols.
Somente o Santos F.C. poderia inspirar em sua história não a simples escrita em prosa, fria e objetiva no relato dos acontecimentos, mas a poesia que conta os mesmos fatos com a sutileza e a magia que fazem sonhar e imaginar.
Afinal, quem teve o Rei do futebol e uma corte formada por inúmeros príncipes da bola não poderia ter a sua história escrita como a história de outros clubes porque, gostem ou não, o Santos será sempre a antítese do que os bretões imaginaram para o futebol.”