Araken Patusca – 1923-1929/1935-1937

Published On 24/03/2014 | Ex-Atletas, Ídolos
Por Gabriel Santana
Santos, 24/03/2014
Atualizado, 07/07/2017

Filho de Sizino Patusca (primeiro presidente do clube), irmão de Ary Patusca (um dos primeiros grandes jogadores santistas) e primo de Arnaldo Silveira (autor do primeiro gol da história do Santos), Araken nasceu para o futebol dentro da Vila Belmiro.
Nascido em Santos, no dia 07 de julho de 1905, tinha apenas 15 anos quando se preparava para assistir a um jogo-treino dos profissionais do Santos. Pouco antes do início da partida, Edgar da Silva Marques, um dos atletas do Alvinegro, sentiu-se mal, e ficou sem condições de atuar. Sem pensar duas vezes, o treinador Urbano Caldeira chamou o garoto Araken Patusca para atuar no lugar de Edgar. A partida entre Santos e Jundiaí terminou 5×5, com 4 gols de Araken. Mesmo com a bela exibição, apenas em 1923 o prodígio Araken faria sua estreia oficial nos profissionais.
Em 1925, foi emprestado ao Paulistano, para participar da vitoriosa excursão à Europa, que seria a primeira excursão de um clube brasileiro ao continente europeu. Ao lado de Arthur Friedenreich, Araken ganhou grande destaque na viagem, e foi apelidado pelos franceses de Le Danger (O Perigo).
Retornou do empréstimo mais confiante, e seu futebol crescia a cada jogo que passava. Elegante, veloz, dono de uma técnica refinada, foi o Artilheiro do famoso ataque dos 100 gols e do próprio Campeonato Paulista de 1927.
Foi também o único jogador paulista a disputar a primeira Copa do Mundo, em 1930, no Uruguai. Devido a uma briga com a diretoria santista, Araken foi inscrito como jogador do Flamengo, e mesmo assim, ele foi a Copa do Mundo contra a vontade dos dirigentes da CBD, que eram totalmente cariocas, e só queriam jogadores que atuassem no Rio de Janeiro.
Após o término da Copa do Mundo, fundou o São Paulo da Floresta, juntamente de Siriri, seu cunhado e companheiro de ataque no Santos. Permaneceu na equipe até sua extinção, em 1935.
Na mesma temporada, Araken retornou ao Santos, para ajudar a equipe na conquista de seu primeiro Título Paulista. Foi dele o gol que concretizou o triunfo diante do Corinthians, no Parque São Jorge, na ultima rodada da competição.
Mesmo sem ter utilizado o número 10 em suas costas, pois na época ainda não se utilizava numeração nas camisas, Araken certamente é o 1º grande camisa 10 da história do Santos, e um dos melhores jogadores da Era Pré-Pelé, ao lado de Antoninho.
Morreu no dia 24 de janeiro de 1990, aos 85 anos, na sua amada cidade natal.

Jogos – 196
Gols – 182
Títulos no Santos:
1935 – Campeonato Paulista

Fichas Técnicas:
07/10/1923 – Santos 3 x 1 Associação Atlética das Palmeiras-SP
Gols: Araken Patusca, Camarão e Siriri; Nock.
Local: Estádio Vila Belmiro, em Santos.
Competição: Amistoso
Santos: Longobardi; Bilu e Oliva; Rosas, Alfredo e Renato Pimenta; Altamiro, Camarão, Araken, Siriri e Hugo.
Associação: Silva Pinto; Janeiro e Beirão; Carmo, Nondas e Bartine; Haldemar, Nunes, Nock, Brotero e Barros.
– Primeiro gol de Araken nos profissionais do Santos.
03/05/1927 – Santos 12 x 1 Ypiranga
Gols: Araken [7], Feitiço [2], Hugo, Camarão e Evangelista; Grané II
Local: Vila Belmiro
Competição: Campeonato Paulista
Árbitro: Américo Bertolini
Santos: Tuffy; Bilú e Américo; Hugo, Julio e Alfredo; Omar, Camarão, Feitiço, Araken e Evangelista.
Ypiranga: Júlio, Zacca e Guedes, Japonês, Raphael e Barão; Jardim, Grané II, Tomazini e Vicente.
– Estréia no campeonato paulista de 1927, e Araken deixa o seu maior número de gols em uma só partida.
17/11/1935 – Corinthians 0 x 2 Santos
Gols: Raul aos 36min do primeiro tempo; Araken aos 17min do segundo tempo.
Local: Parque São Jorge, em São Paulo.
Competição: Campeonato Paulista
Árbitro: Heitor Marcelino
Corinthians: José; Jahú e Carlos; Brito, Brandão e Munhoz; Teixeira, Carlito, Teleco, Alberto e De Maria.
Santos: Cyro; Neves e Agostinho; Ferreira, Marteletti e Jango; Sacy, Mario Pereira, Raul, Araken e Junqueirinha. Técnico: Bilú
– Última rodada do campeonato paulista de 1935, Araken marca o gol que sela a vitória e o título
Fontes e Referências:
Centro de Memória e Estatística do Santos;
Almanaque do Santos;
Livro “100 anos, 100 jogos e 100 ídolos”;

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