Carlos Alberto Torres – 1965-1975

Published On 23/03/2014 | Ex-Atletas, Ídolos
Por Gabriel Santana
Santos, 23/03/2014
Atualizado, 25/10/2016

Nascido no dia 17 de julho de 1944, no Rio de Janeiro, Carlos Alberto Torres tornou-se um dos maiores jogadores da história.
Começou sua carreira futebolística no Fluminense, e rapidamente mostrou que era diferenciado. Virou referência, e mesmo muito jovem, se tornou um grande ídolo na equipe carioca.
Em 1965, no auge de sua forma e carreira, foi contratado pelo time santista. Com um porte físico de zagueiro e uma classe digna dos bons meias de seu tempo, chegou ao Santos com 22 anos, para fazer parte do melhor time de todos os tempos.
Duro na marcação e versátil no apoio ao ataque, Carlos Alberto imediatamente se tornou uma peça importante de um time que, apesar de muitas mudanças, continuava tão vencedor como sempre.
Seu espírito de liderança e a saída de Zito tornaram-no capitão do time santista. O alto rendimento levou-o a consolidar-se como titular da seleção a partir de 1968.
Mais do que um defensor, Carlos Alberto ia á frente e fazia gols usando o seu potente chute de direita, o mais importante deles na decisão da Copa do Mundo de 1970.
Foi também Carlos Alberto que mudou taticamente a forma de jogar do lateral. Antigamente, os laterais eram sinônimo apenas de marcação, e pouco se ia ao ataque. O camisa 4 santista quebrou esse lema, e a partir de suas grandes atuações ofensivas, começaram a surgir laterais que tanto defendiam como atacavam.
Como capitão da Seleção Brasileira, tornou-se o segundo santista a erguer a Taça Jules Rimet, repetindo o gesto de Mauro Ramos de Oliveira, capitão do Brasil em 1962.
Durante a estadia na Vila Belmiro, foi emprestado ao Botafogo em 1971, onde também ganhou grande prestígio.
A partir de 1973, Carlos Alberto começou também a atuar como zagueiro, e logo em seu primeiro ano na nova posição, sagrou-se Campeão Paulista com o Alvinegro de Vila Belmiro.
Ao sair definitivamente do Santos, em 1975, ainda jogou no Flamengo, Fluminense e no Cosmos de Nova York, a convite do Rei Pelé.
Foi considerado pela FIFA, um dos maiores e melhores laterais direitos de todos os tempos, e foi escolhido para integrar a Seleção da América do Sul de todos os tempos, na posição de zagueiro.
Após se aposentar dos gramados, ingressou na carreira de treinador, e continuou tendo grandes conquistas. Dirigiu o Flamengo, Fluminense, Corinthians, Botafogo, Atlético-MG, Paysandu entre outros clubes. No exterior, dirigiu o Miami Freedom/EUA, Once Caldas/COL, Monterrey/MEX, Tijuana/MEX, Querétaro/MEX, Unión Magdalena/COL, Seleção de Omã e Seleção do Azerbaijão.
Passou os últimos anos de sua vida como comentarista do canal Sportv, onde palpitava sobre os campeonatos atuais.
O Capita, como era carinhosamente conhecido, faleceu no dia 25 de outubro de 2016, aos 72 anos, vítima de um infarto fulminante, no Rio de Janeiro.
Carlos Alberto Torres certamente será um nome eterno na história do Santos.

Jogos – 445
Gols – 40
Títulos no Santos:
1965 – Taça Brasil, Campeonato Paulista e Quadrangular de Buenos Aires
1966 – Torneio Rio-São Paulo e Torneio de Nova York
1967 – Campeonato Paulista e Torneio Triangular de Florença
1968 – Torneio Roberto Gomes Pedrosa, Campeonato Paulista, Recopa Sul-Americana, Recopa Mundial, Torneio Octogonal do Chile e Torneio Pentagonal de Buenos Aires
1969 – Campeonato Paulista e Torneio de Cuiabá
1970 – Torneio Hexagonal do Chile
1973 – Campeonato Paulista

Fichas Técnicas:
29/04/1965 – Remo 4 x 9 Santos
Gols: Pelé aos 8min, aos 38min, aos 40min e aos 44min, Walter aos 17min, Zezé aos 24min, Coutinho aos 27min e Carlos Alberto aos 34min do primeiro tempo;
Pelé aos 10min, Zezé aos 17min, Toninho aos 28min, Faustino aos 31min e Peixinho aos 33min do segundo tempo.
Local: Estádio Evandro Almeida, Baenão, em Belém.
Competição: Amistoso
Renda: Cr$ 50.000.000,00
Árbitro: Sena Muniz
Santos: Cláudio; Carlos Alberto Torres (Dé), Mauro Ramos de Oliveira (Modesto), Geraldino e Haroldo; Lima e Mengálvio; Peixinho (Toninho), Coutinho (Rossi), Pelé (Santana) e Pepe (Abel). Técnico: Lula
Remo: Arlindo; Sergio, Valcino (Casemiro) e Jorge; Amaral e Zeca; Zé Luiz, Valter, Zezé, Rangel e Chaminha.
– Carlos Alberto estréia pelo Santos já marcando gol
29/05/1975 – Santos 1 x 0 Ponte Preta
Gols: Carlos Alberto Torres (p) aos 15min do segundo tempo.
Local: Vila Belmiro
Competição: Campeonato Paulista
Público: 11.419 pagantes
Renda: Cr$ 123.770,00
Árbitro: Roberto Nunes Morgado
Santos: Willians; Carlos Alberto, Marçal, Vicente e Zé Carlos; Teodoro e Mifflin (Léo Oliveira); Gilvan (Clodoaldo), Clayton, Totonho e Jurandi.
Ponte Preta: Moacir; Jair, Oscar, Zé Luis e Vulca; Pedro Omar e Geraldo (Mosca); Ditinho, Valtinho, Rui Rei e Tuta.
– Ultimo gol de Carlos Alberto
10/08/1975 – Santos 1 x 0 Portuguesa
Gol: Cláudio Adão aos 35min do segundo tempo.
Local: Morumbi
Competição: Campeonato Paulista
Renda: Cr$ 916.557,00
Árbitro: Dulcídio Vanderlei Boschila
Santos: Joel Mendes; Carlos Alberto, Oberdan, Bianchi e Zé Carlos; Clodoaldo, Léo Oliveira e Brecha; Adilson (Edu), Cláudio Adão e Jurandi.
Portuguesa: Zecão; Cardoso, Mendes, Calegari e Santos; Badeco e Dicá; Antonio Carlos, Mazinho, Enéas, Tatá e Adilson.
– Ultimo jogo de Carlos Alberto

Fontes e Referências:
Centro de Memória e Estatística do Santos;
Almanaque do Santos;
Livro “100 anos, 100 jogos e 100 ídolos”;

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