Cláudio Mauriz – 1965-1973

Published On 22/08/2016 | Ex-Atletas, Ídolos
Por Gabriel Santana
Santos, 22/08/2016

Cláudio Mauriz, com uma estatura baixa para goleiro, derrubou diversos preconceitos, e se tornou um dos melhores goleiros da história santista.
Nascido no dia 22 de agosto de 1940, no Rio de Janeiro, Cláudio César de Aguiar Mauriz, começou sua carreira no Fluminense, no período de 1961-1963. Em seguida, foi atuar pelo Olaria-RJ em 1963, e na temporada seguinte, chegou ao Bonsucesso-RJ, quando realizou um ótimo campeonato carioca, e chamou a atenção dos dirigentes santistas.
Contratado em 1965 pelo Santos, Cláudio tinha uma grande responsabilidade pela frente: substituir Gylmar dos Santos Neves.
Devido a idade, o então camisa 1 santista estava se preparando para se aposentar, e Laércio, também com certa idade, faria o mesmo.
Sua estatura mediana logo foi superada, e Cláudio foi conquistando seu espaço aos poucos. Seu reflexo apurado, a ótima colocação e além de uma exímia impulsão, o tornaram o herdeiro natural da camisa 1.
A partir de 1967, o arqueiro começa a atuar mais na meta santista, tornando-se um dos principais goleiros brasileiros da época.
Em 1968, Cláudio também era nome certo nas convocações da Seleção Brasileira, e era o mais cotado para disputar a Copa do Mundo de 1970, porém, as lesões o atrapalharam.
Devido á séria contusão no joelho, Cláudio ficou fora dos gramados por 32 meses (2 anos 7 meses), retornando apenas no início de 1972.
O goleiro permaneceu no elenco santista até o fim do Campeonato Paulista de 1973, quando foi vencido por suas lesões.
Ao todo, foram 223 partidas disputadas pelo Santos, dando o posto de 10º goleiro que mais atuou pelo time santista.
Cláudio faleceu com apenas 38 anos, no dia 24 de julho de 1979, em Nova York-EUA, onde estava internado com câncer.

Principais Títulos:
1966 – Torneio Rio-São Paulo;
1967 – Campeonato Paulista;
1968 – Campeonato Paulista, Campeonato Brasileiro, Recopa Sul-Americana e Recopa Mundial;
1969 – Campeonato Paulista;
1973 – Campeonato Paulista ;
• Jogos e gols:
1965 – 10 jogos;
1966 – 22 jogos;
1967 – 38 jogos;
1968 – 63 jogos;
1969 – 27 jogos;
1970 – 00 jogos;
1971 – 00 jogos;
1972  – 45 jogos;
1973 – 18 jogos;
Total: 223 partidas com a camisa do Santos.

Fichas Técnicas:
ESTREIA
10/03/1965 – Santos 4 x 1 Portuguesa
Gols: Coutinho aos 20seg e aos 2min e Peixinho aos 10min do primeiro tempo; Ditão aos 13min e Coutinho aos 16min do segundo tempo.
Local: Estádio Pacaembu, em São Paulo.
Competição: Torneio Rio-São Paulo
Público: 18.700 aproximadamente
Renda: Cr$ 14.011.800,00
Árbitro: Anacleto Pietrobom
SFC: Cláudio; Olavo e Geraldino; Ismael, Joel Camargo e Lima; Peixinho, Mengálvio, Coutinho (Almir), Pelé e Noriva. Técnico: Lula
APD: Orlando; Cláudio, Ditão e Edilson; Pampolini e Vilela; Almir, Dida, Aloisio, Nair e Ivair. Técnico: Aymoré Moreira
RETORNO APÓS LESÃO
20/02/1972 – Marília 1 x 0 Santos
Gols: Nei aos 6min do primeiro tempo.
Local: Em Marília, São Paulo.
Competição: Torneio Laudo Natel
Público: 3.352
Renda: Cr$ 19.992,00
Árbitro: Nílson Cardoso Bilha
Cartões Vermelhos: Turcão e Nei
MAC: Raimundinho; Juvenal, Henrique Pereira, Djalma e Betão; Helinho e Valdemar; Varlei, Toninho, Nei e Ivo
SFC: Cláudio; Turcão, Vicente, Roberto e Murias (Ari); Pitico e Fito; Ibraim (Adílson), Picolé, Douglas e Gaspar. Técnico: Pepe
ULTIMA PARTIDA
19/06/1973 – Baltimore Bays/EUA 0 x 4 Santos
Gols: Pelé aos 13min do primeiro tempo; Euzébio aos 2min e aos 30min e Pelé (p) aos 35min do segundo tempo.
Local: Memorial Stadium, em Baltimore, Estados Unidos.
Competição: Amistoso
Público: 12.582 presentes
Árbitro: Nick Kropfelder
Santos: Cláudio (Pelé); Vicente, Marinho, Marçal (Turcão), Zé Carlos; Léo Oliveira e Pitico; Jair da Costa (Adílson), Euzébio, Pelé (Nelsi) e Ferreira. Técnico: Pepe
BB: Phillips; Earle, Maca, Pillinger e Gormal; Dellano e Witt; Scurti, Aqui, Nana e Henderson. (entraram: Wall, Barry e Willner).
Obs – A partir dos 36min do segundo tempo, Pelé foi atuar no gol.

Fontes e Referências:
Centro de Memória e Estatística do Santos;
Almanaque do Santos;
Livro “100 anos, 100 jogos e 100 ídolos”;

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