Como tudo (Re)Começou! (1951-1953)

Published On 16/11/2015 | Memória Santista
Por Kadw Gommes
Santos, 14/11/2015

Antes mesmo de reconquistar o título do Campeonato Paulista, em 1955, o Santos FC já vinha dando evidencias que seria o dono da década. O time que conquistou alguns trunfos e que contava com alguns velhos e futuros ídolos, como Formiga, Manga, Nenê, Pascoal, Hévio, Pinhegas, Odair, Antoninho, Nicácio, Tite, entre outros, passou a investir nas categorias de base, principalmente em 1952, obtendo ótimos resultados a partir de 1955.
Em 1950, o time voltou a ser vice-campeão estadual (ao lado do SP). Em 1951, faturou o Torneio Quadrangular de Belo Horizonte, derrotando o Cruzeiro (4×3), o América MG (1×0) e o atual bicampeão mineiro na época, Atlético (2×0), também superou em confronto internacional o Bicampeão Inglês Portsmouth FC do craque Jimmy Dickinson, com expressivos 4 a 0 (primeira partida do clube contra europeus) e o Estrela Vermelha/IUG (3×0), Campeão Iugoslavo naquele ano. Em 1952, foi campeão do Torneio (FPF) e Torneio Início do Campeonato Paulista, disputou também o Torneio Rio-São Paulo pela 2º vez na história, alcançando um honroso terceiro lugar, atrás apenas de Portuguesa (campeã) e Vasco (vice).
Destarte, foram anos com sinais precisos de uma reformulação que crescia gradativamente para render os melhores frutos possíveis. Principalmente, depois da conquista do primeiro título Interestadual, em 1951, bastante festejado, revigorando a moral do clube. Em 1952, o Santos teve seu grande teste de fogo, no Torneio Rio-SP, e obteve ótimo aproveitamento, emplacando importantes vitórias, como os 4×1 no Flamengo, 2×0 no Palmeiras, 4×2 no Corinthians, 3×2 no Fluminense e os 2×1 no São Paulo. Os destaques do time são o artilheiro Odair, e o craque do time Antoninho. Nos estaduais, campanhas mediantes e regulares entre 1951 e 1954.
Os trabalhos nas categorias de base foram proveitosos em 1952, para o ano seguinte, o esquadrão começou a ser montado com mais afinco, novos craques chegavam à Vila Belmiro como Del Vecchio, Feijó, Valter Marciano, Álvaro e Vasconcelos. A espinha dorsal do grande time estava quase pronta em 1953. Restavam poucos ajustes, alguns retoques e experiência. Outros craques, porém, davam adeus, com destaque para o ídolo eterno Antoninho, que assume a direção técnica do time. Confrontos internacionais também ocorrem, como na brilhante vitória por 6×3 sobre o Sporting, Campeão Português. Com o entrosamento adquirido e batismo internacional em 1954, quem passou a dar a bola no futebol em 1955 foi o Santos FC.

Fontes e Referencias:
Livro 100 anos, jogos e ídolos;

Blog do prof. Guilherme Nascimento;
Revista Placar;

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *