Desempenhos Defensivos no Brasileiro

Published On 21/10/2017 | Estatísticas
Por Kadw Gomes
Santos, 21/10/2017

Desde a primeira vez que disputou o Campeonato Brasileiro (em 1959), seja com sistemas táticos voltados para proteção ou não, o Santos sempre mostrou uma defensiva forte sendo pouco vazado historicamente (média de 1,13).
Alguns anos, entretanto, tiveram maior realce. Assim, apresentando as grandes performances defensivas do Santos na principal competição nacional, é possível se fazer analises estatísticas valorizando os Ferrolhos Santista
MELHORES DESEMPENHOS DEFENSIVOS
ANO    P     J    V    E    D   GM  GS   MGM  MGS    AP%
1981    9º   17   80   60  30  27   12   1,58   0,70  64,70%
1964    1º   600 5  10  00  20    5    3,33   0,80  91,66%
1984    9º   20   11   60  30  39   16   1,95   0,80  70%
1971    9º   25   90   90  70  24   16   0,96   0,64  54%
1980    7º   18   11   30  40  29   12   1,61   0,66  69,44%
1990    7º   21   70   90  50  20   15   0,95   0,71  54,76%
1973    6º   37   17  12   80  56   29   1,51   0,78  62,16%
1972    8º   28   12   90  70  34   22   1,21   0,78  58,92%
1976   21º  13   60   50  20  14   10   1,07   0,76  65,38%
1982    7º   18   90   50  40  27   16   1,50   0,88  63,88%
1994    9º   25   13   50  70  36   22   1,44   0,88  62%
2016    2º   38   22   50  11  59   35   1,55   0,92  62,28%
A única vez que a defesa alcançou elevado desempenho (vazada em média de 0,8 gols/jogo) resultando em titulo foi no ano de 1964. E naquele ano, é bem verdade que o ataque também era avassalador (assinalou média de 3,3). Ao que parece, então, não seria proveitoso valer-se de um sistema defensivo sobressaindo-se da força ofensiva? Afinal, nunca o clube obteve título jogando assim…
Mas não se pode ser tão radical nas conclusões. Em toda a história santista no Brasileiro, ponderamos, o clube nunca foi vazado com média inflada, de 2 gols/jogo, por exemplo. Sua pior edição foi justamente quando brigou contra o rebaixamento em 2009, na ocasião sofreu 1,52 gols/jogo. E nada mais acima disso! Mesmo esse ano foi um ponto fora da curva. Ou seja, o Santos sempre contou com excelentes defesas e quando auxiliou aos grandes ataques obteve grandes resultados.
Foram destacadas na analise, as defesas que sofreram menos de 1 gol por jogo em média. Além do time campeão de 1964, destaca-se o ano de 2016, em que foi vice-campeão brasileiro: Vanderlei, Victor Ferraz, Luís Felipe, Gustavo Henrique e Zeca; Tiago Maia, Renato e Lucas Lima; Vitor Bueno, Ricardo Oliveira e Gabriel (técnico Dorival Junior). Mas essa equipe também tinha um ideal ofensivo.
Nas primeiras metades dos anos 70 e 80, ocorreram as fases dos melhores desempenhos defensivos da história do Santos.
Entre 1971 a 73, fase que o clube alternou do 6º ao 8º lugar na classificação, o Santos construiu sistemas defensivos bem sólidos. A equipe de 71 obteve a melhor defesa do campeonato, com menor média de gols/sofridos. Já a melhor colocação foi em 73, naquele ano o Santos auxilou com o ataque (maior do campeonato) e, ainda podia ser chamado de esquadrão, composto com Cejas, Carlos Alberto, Marinho Peres, Vicente e Zé Carlos; Clodoaldo e Léo Oliveira; Mazinho (Eusebio), Nenê, Pelé e Edu. Técnico: Pepe.
Nada se compara, porém, ao começo dos anos 80. A edição de 1981 aparece como o melhor desempenho defensivo do Santos na história do Campeonato Brasileiro, vazado com média de 0,7 gols/jogos. Naquela edição, mesmo com um time sem brilho o Santos terminou a 1º fase como líder do seu grupo e em 1º dentre todos participantes da competição. Passou pela 2º fase, mas ficou no mata-mata, embora, tendo feito mais pontos que o Grêmio (que seria o campeão). O sistema não era dos mais justos…1984, 1980 e 1982 também tem grande destaque.
Críticos da forma defensiva de jogar dirão que, foi justamente em 1983, a edição da melhor colocação do Santos nos anos 80, com o vice-campeonato nacional, e esse ano não aparece entre os melhores no aspecto defensivo. Fazendo valer novamente a ideia de que quando aposta no sistema defensivo, o Santos não tem resultados importantes. Porém, ponderamos, o time de 1983 sofreu 1,7 gols/jogo, não é uma diferença tão grande aos demais e a defesa também teve papel importante sendo a mesma em toda primeira metade dos anos 80.
Em 1984, o Santos alcançou aproveitamento de 70% nos pontos disputados. Nessa edição o Alvinegro acabou a 1º fase invicto, passou a 2º e caiu na 3º fase, obteve o terceiro melhor desempenho defensivo da história: em 20 jogos sofreu apenas 16 gols (média de 0,8). A formação mostra justamente a propensão a defesa, um excelente goleiro (Rodolfo Rodrigues), zagueiros robustos (Marcio Rosini e Toninho Carlos), laterais de marcação (Toninho Oliveira, Betão, Gilberto Sorriso) meio-campo com volantes incansáveis (Dema, Paulo Isidoro, Lino) e em meio a isso válvulas de escape, nomes como Pita e Serginho.
Representando os anos 90 na analise, aparece o ano de 1994, que em 25 jogos sofreu 22 gols (o time: Edinho/Gilberto, Índio, M. Fernandes, Narciso, Silva e Junior; Dinho, Carlinhos/Paulinho, Gallo/Cerezzo e Giovanni/Neto; Macedo e Guga).

Fontes e Referências:
Almanaque do Santos FC (Guilherme Nascimento);
Centro de Memória e Estatística do Santos FC;

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