Desempenhos por Aproveitamentos de pontos na Libertadores

Published On 23/11/2017 | Estatísticas
Por Kadw Gomes

Na Copa Libertadores da América foram três títulos (1962, 1963 e 2011) em 13 participações, o Santos tem o maior aproveitamento (23,07 %) entre clubes brasileiro e um dos maiores do continente.
Nessas 13 edições que disputou, o Santos chegou pelo menos as quartas de finais em 12 ocasiões. Números que fazem do Alvinegro um dos clubes mais perigosos e temidos na Copa Libertadores.
Essa tradição na maior competição do continente vem de longa data. A camisa branca entorta varal na América do Sul há quase 60 anos: o Santos é o “Decano dos Campeões”. Em 1962 tornou-se o primeiro clube brasileiro campeão da Copa Libertadores (ainda como Copa dos Campeões da América). Também alcançou a primazia de ser o primeiro Bicampeão da América no ano seguinte, assim como inédito vencedor em sequencia. Além de primeiro campeão invicto.
Naquela época de tantos esquadrões (Peñarol/URU, Boca Juniors/ARG, Independiente/ARG, LA U de Chile, Racing/ARG, Nacional/URU, Estudiantes/ARG, Olímpia/PAR), o Santos desfilou na América do Sul o melhor time da história do continente (1962-63) e o melhor jogador sul-americano de todos os tempos (Pelé)ambos eleitos em enquetes históricas.

APROVEITAMENTO DE PONTOS – COPA LIBERTADORES DA AMÉRICA
ANO   P    J    V   E   D   GP  GC  MGM   MGS    AP%
1963   1º  40   30  1   0   10   40   2,50   1,00   87,5%
2007   3º  14   11  2   1   28   90   2,00   0,64   83,33%
1962   1º  90   60  2   1   29   11   3,22   1,22   77,77%
1965   4º  70   50  0   2   18   12   2,57   1,71   71,42%
2004   5º  10   60  2   2   21   12   2,10   1,20   66,66%
2011   1º  14   70  6   1   20   13   1,43   0,92   64,29%
2008   7º  10   60  1   3   18   80   1,80   0,80   63,33%
2017   6º  10   50  4   1   16   80   1,60   0,80   63,33%
2003   2º  14   70  5   2   30   19   2,14   1,35   61,90%
2012   3º  12   60  2   4   23   10   1,92   0,83   55,55%

Legendas: Ano; P – posição; J – jogos; V – vitórias; E – empates; D – derrotas; GM – gols marcados; GS – gols sofridos; MGM – média de gols marcados; MGS – média de gols sofridos; AP – aproveitamento de pontos.

APROVEITAMENTO DE TÍTULOS POR PARTICIPAÇÃO 
1º Santos – 13 participações – 3 títulos – 23,07% de aproveitamento.
2º Internacional – 11 participações – 2 títulos – 18,18% de aproveitamento.
3º São Paulo – 18 participações – 3 títulos – 16, 66% de aproveitamento.
4º Cruzeiro – 15 participações – 2 títulos – 13,33% de aproveitamento.
5º Vasco – 8 participações – 1 título – 12,5% de aproveitamento.
6º Grêmio – 17 participações – 2 títulos – 11,76% de aproveitamento.
7º Atlético MG – 9 participações – 1 título – 11,11% de aproveitamento.
8º Corinthians – 13 participações – 1 título – 7,69% de aproveitamento.
8º Flamengo – 13 participações – 1 título – 7,69% de aproveitamento.
9º Palmeiras – 17 participações – 1 título – 5,88% de aproveitamento.

No cume de aproveitamento de pontos na Libertadores aparece a equipe de 1963 (Gilmar, Lima, Mauro, Calvet, Dalmo; Zito e Mengálvio; Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe), que fez do Santos o primeiro brasileiro Bicampeão da Copa Libertadores da América e foi eleita a melhor da história do futebol mundial. Ainda no top-3, vem o ano de 1962, quando esse mesmo esquadrão treinado por Lula, “Descobria a América” para o futebol brasileiro.
Foram incríveis batalhas ao longo do Bicampeonato (62-63). O Santos superou sete campeões de países sul-americanos, equipes bases de suas respectivas seleções, feito jamais igualado numa época por outro time brasileiro. Nas finalíssimas, derrotou (2×1, 2×3 e 3×0) o poderoso Peñarol-URU de Pedro Rocha e Spencer em 62 e o incrível Boca Juniors-ARG de Rattín e Rojas em 63, aplicando 3×2 e 2×1 de virada em plena La Bombonera.
Ainda na década de 1960, o ano de 1965 (destaque para as vitórias por 5-1 e 1-0 sobre o Ballet Azul do Chile) também apresenta desempenho superior a 70% dos pontos. Nessa escala surpreende o ano de 2007, com incríveis 11 vitórias – a equipe que mais venceu na historia santista. Aguerrido e disciplinado taticamente, treinado por Luxemburgo, o time do Santos (de Fabio Costa, Antonio Carlos, Adaílton, Kleber, Maldonado, Cléber Santana, Marco Aurélio, Zé Roberto & cia) chegou ao 3º lugar (semifinais) da Libertadores depois de fazer a melhor primeira fase da história de um clube brasileiro. No ano seguinte, uma boa campanha, que ficou entre os sete melhores desempenhos da história santista.
Fazendo o maior numero de jogos da história do clube numa edição (ao lado de 2003) e com o sexto melhor aproveitamento de pontos, o Santos de 2011 formado por Rafael, Danilo, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Elano e P.H. Ganso; Zé Love e Neymar (técnico: Muricy Ramalho), chegou ao Tricampeonato da Copa Libertadores da América. Praticamente com a mesma equipe, no ano seguinte alcançou às semifinais (3º lugar), fechando os 10 melhores desempenhos por pontos.
Liderado pelos Meninos da Vila, o Santos de 2003 (Fábio Costa, Alex, André Luís e Léo; Renato, Elano e Diego; Robinho e Ricardo Oliveira) foi eleito o terceiro melhor time do mundo naquele ano segundo ranking internacional (IFFHS). Na Libertadores, encantando com um bonito futebol, essa equipe alcançou o vice-campeonato e tem o 9º melhor aproveitamento de pontos do Santos em uma edição.
Por fim, na ultima participação santista na Libertadores, o ano de 2017 mostrou um time defensivo liderado por Vanderley e que jogava pelo contra-ataque, superando os 60% de aproveitamento e ficando em 6º lugar.
Em retrospecto histórico, por duas vezes o Santos ultrapassou os 80% de aproveitamento de pontos, duas também os 70% e em 5 anos os 60%. Ou seja, acima de 60% pelo menos foram 9 das 13 participações! 

Fontes e Referências:
Almanaque do Santos FC (Guilherme Nascimento);
Centro de Memória e Estatística do Santos FC.

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