Feitos Históricos (1912-1954)

Published On 17/09/2016 | Feitos Históricos
Por Kadw Gomes

Feitos monumentais começaram a ocorrer logo na primeira década de existência do Santos. Através dos primeiros craques, demonstrando a riqueza histórica e a importância nas contribuições ao futebol brasileiro, o Alvinegro da Vila Belmiro projeta-se como a equipe com o maior número de convocações (nove) na primeira década de competições oficiais da Seleção Brasileira.
Ajudando na estabilização de uma base de preparação, fortalecimento e padrão de jogo, consequentemente, contribuindo na transformação do futebol como principal esporte do país, com a conquista do Sul-Americano de 1919, tento o máximo de selecionados de um clube brasileiro com o Trio de Ouro.
Dentre os principais nomes da conquista, estavam o do capitão titular da ponta-esquerda Arnaldo Silveira, do ponta-direita titular Adolpho Millon e do meia-esquerda Haroldo Dominguez. A atuação dos atletas santistas foi eminente de consagração.
Arnaldo era o grande capitão e ao lado de Millon, que marcou um gol na campanha, demonstraram um excelente futebol e municiaram o ataque nacional. Haroldo era reserva, um meia-esquerda de futebol vistoso, quando atuou jogou bem, assinalando um gol. Em reconhecimento, os selecionados santistas receberam uma chuva de mimos e premiações.
Entre 1927 a 1931 é montado o primeiro grande esquadrão de renome nacional, que também atribuiu ao Santos enorme fama internacional, colocando-o entre os grandes times do futebol mundial. Pela imprensa foi noticiado como o melhor quadro brasileiro e um dos melhores do mundo, alcunhado de CAMPEÃO DA TÉCNICA E DA DISCIPLINA (Jornal O GLOBO), reconhecido pelo estilo técnico-disciplinado no modelo de atuar, chegando a estabelecer no período alguns dos maiores feitos do futebol brasileiro.
Postulando um futebol harmonioso, velocista, categórico e perfeccionista, dotado de uma defesa solida-segura e médios clássicos, o Alvinegro tinha no ataque poderio e grande diferencial, numa linha composta por Omar, Camarão, Feitiço, Araken e Evangelista, além de Hugo e Siriri. Nessa época, o Santos foi capaz de postular a primeira grande revolução no futebol brasileiro, com uma performática insinuante e extremamente ofensiva.
No amadorismo jamais havia-se visto tal forma de praticar o “soccer”, os santistas colocavam em prática aquilo que apenas era conhecido por teoria, eram escola e fabrica de gols. A máquina era privilegiada de ofensiva demolidora, fazendo do Santos o primeiro na América do Sul a marcar 100 tentos num campeonato oficial e o único no “soccer” global a assinalar média de 6,25 gols por jogo.
E as façanhas do esquadrão chegaram a um patamar altíssimo, alçando níveis de excelência mundial, os santistas foram alcunhados de Seleção Brasileira – superando o escrete nacional – quando impuseram a Seleção da França extravagante contagem de 6 a 1 num match memorável. “Abjugando um feito não só para as suas cores como também para as do Brasil em triunfo altamente expressivo. A vitória ecoou pelo mundo a fora, e o colocava entre os mais pujantes grêmios” (Jornal A Plateia).
Com um passado renomado de êxitos frente as mais afamadas equipes sul-americanas, o Santos obteve em 1931, momento inaudito, litigiando o maior triunfo internacional de um clube no Amadorismo, recuperando o orgulho do futebol paulista e nacional diante da maior geração do futebol mundial: 2 a 1, nos uruguaios Bicampeões Olímpicos e Campeões Mundial (Jornal Mundo Esportivo).
“O Santos escreveu uma das mais belas páginas esportivas. Levou de vencida o fortíssimo quadro uruguaio que havia infligido ao selecionado paulista uma derrota que ecoara dolorosamente em todo o Estado. O público esportivo, entretanto, nutria grandes esperanças de que os visitantes ainda viessem a conhecer a verdadeira força do futebol paulista. O Santos F.C. é afamado pela forma com que geralmente atua frente aos conjuntos estrangeiros, mesmo quando estes são considerados quase invencíveis. Para os que ansiavam por ver reabilitado o nome do futebol local, os componentes da turma vencedora, tornaram-se dignos da gratidão não só do povo de São Paulo, como do Brasil inteiro” (nota do Diário de SP).
Pelos anos de 1930, mediante conquista do Campeonato Paulista em 1935, emergia um sentimento de grandeza no Santos, propiciando novamente equiparar-se aos grandes clubes sul-americanos. Entre 1936 a 38, completou-se uma composição de sucessos sobre equipes de maior respaldo da América Platina: Argentina, Uruguai e Paraguai. O SFC tornou-se o primeiro clube brasileiro a ter em seu histórico internacional triunfos sobre Campeões da Argentina, Uruguai e Paraguai.
As façanhas contra estrangeiros, possibilita o segundo nesses moldes em 1942, quando o time alcança mais um pioneirismo, contemplando-se precursor a deferir goleadas em campeões platinos. Entre 1946-47, o clube recebeu alcunha de “Rei do Norte-Nordeste”, ao estabelecer a melhor campanha em excursão contínua em território nacional no norte e nordeste do Brasil, com 12 vitórias e 3 empates.

COMPOSIÇÃO GERAL DOS FEITOS HISTÓRICOS NO PERÍODO:

1913-14. Primeiro clube brasileiro a possuir um de seus jogadores campeão no exterior.
– O centroavante Ary Patusca, pelo F.C. Bhrul, da Suíça.

1916-1920. Contribuições ao Desenvolvimento do Futebol Brasileiro no Amadorismo.
– Entre 1916 a 1920, o Santos FC foi o clube com mais convocações para a Seleção Brasileira, ajudando na formação-base de uma grande equipe. Em 1919, três santistas formaram a base do selecionado que conquistou a primeira competição oficial, o Sul-Americano, atual Copa América. A conquista representa muito para o “soccer” nacional e o Santos contribuiu para o futebol torna-se o esporte número 1 do Brasil.

1916-1920. O Ataque mais conceituado do futebol brasileiro na década de 1910 do Amadorismo.
– DNA ofensivo desde os primórdios. Nenhum clube teve mais atacantes na Seleção Brasileira que o SFC nesse período, além de um goleador campeão na Europa: Haroldo Dominguez, Adolpho Millon, Arnaldo Silveira, Ary Patusca, Constantino e Castelhano.

1927. Primeiro clube brasileiro e sul-americano a marcar 100 gols
em uma competição oficial.

– A Revolução ofensiva no Amadorismo ocorreu no Campeonato Paulista de 1927, protagonizada pelo SFC. Ao mesmo tempo que empregava a velocidade, empregava também, em idêntica dosagem, a técnica. A linha de frente agrupado por Omar, Camarão, Feitiço, Araken e Evangelista, além de Hugo e Siriri, era, ao mesmo tempo, “escola” e “fabrica” de gols.

1927. Campeão da Técnica e da Disciplina.
– Pelos anos 1920, o Santos FC ainda não havia alcançado o título do Campeonato Paulista, porém, praticando um futebol plástico, técnico e ofensivo, sobretudo disciplinar, pôde orgulhar-se de uma condecoração que marcou sua história: “Campeão da Técnica e Disciplina”. A expressão foi criada e citada pela primeira vez pelo jornalista carioca Carlos Gonçalves (Jornal O GLOBO).

1927. Detentor da melhor média de gols/jogos de todos os tempos do futebol mundial.
– A média foi de 6,25. Quando assinalou 100 gols em 16 jogos.

1927-1928. Primeiro clube brasileiro a possuir dois goleiros integrando as seleções paulista e brasileira num mesmo período.  
– Athiê e Tuffy foram dois dos melhores goleiros dos anos 20 e 30.

1929-1930. Primazia de Triunfos contra Campeões do Uruguai e Argentina.
– No dia 24 de julho, goleando o Huracán, principal equipe argentina nos anos 20, por 4×1, o Santos tornava-se o primeiro clube do Brasil a vencer campeões nacionais do Uruguai (Rampla Juniors) e Argentina (Huracán), os grandes rivais brasileiros.

1930. A Fulminante vitória ante a Seleção da França.
– “A PLATERIA”, de 31/07 de 1930, redigiu: “O Santos ontem, derrotando o selecionado francês que tão bela figurava fez no torneio mundial de montevidéu, abjugou não só para as suas cores como também para as do nosso país – um triunfo altamente expressivo. A sua vitória principalmente alcançada ontem, ecoará certamente por esse mundo a fora, e o coloca entre os mais pujantes grêmios”.

1931. A maior vitória Internacional de um clube no Amadorismo.
– (…) O maior entre os maiores daquela época, para o futebol nacional. O Santos F.C. é afamado pela forma com que geralmente atua frente aos conjuntos estrangeiros que nos visitam, mesmo quando estes são considerados quase invencíveis. Os componentes da turma vencedora, assim como aqueles que com tanto acerto a organizaram tornaram-se dignos de administração e da gratidão não só do povo de São Paulo, como do Brasil inteiro”.

1929-1931. Único clube do futebol internacional no Amadorismo a vencer as mais representativas forças do futebol mundial.
– 1930. Santos 4 x 1 Argentinos, CA Huracán (principal clube dos anos 20, Tetracampeão na Argentina, país vice-campeão Mundial).
– 1931. Santos 6 x 1 Seleção da França (primeira geração francesa formidável, terceiro lugar no Mundial).
– 1931. Santos 2 x 1 Uruguaios, Bella Vista (o que de maior existia no futebol, os oito uruguaios eram Bicampeões Olímpicos e da Copa do Mundo).

1926-1931. Entre os Melhores Times do Mundo.
Segundo Jornais O GLOBO, Mundo Esportivo e A PLATEIA, além de textos de Thomaz Mazzoni.
– “Vencendo algumas das melhores potências sul-americanas e europeias, sobretudo demonstrando um futebol deslumbrante e revolucionário ofensivo, fosse ante estrangeiros ou rivais nacionais, com craques de enorme cartel técnico, batendo recordes, aquele Santos liderado por Athiê, Araken e Feitiço, se colocava entre os melhores do mundo”.

1929-1930-1938. Pioneiro Triunfo sobre a América Platina.
– Em 1938 completou-se uma composição de sucessos sobre clubes de maior respaldo da tríade Sul-Americana (Argentina, Uruguai e Paraguai). O SFC tornou-se o primeiro clube brasileiro a ter em seu histórico internacional triunfos sobre um Campeão Argentino (Huracán/Estudiantes), um Campeão Uruguaio (Rampla Juniors) e um Campeão Paraguaio (Libertad).

1929-30-38-1942. O Campeão no Brasil de melhores Feitos Internacionais.
– Façanha que contorna méritos nacionais e internacionais. No dia 22 de novembro, com a vitória sobre o Libertad/PAR por 5×1, o Santos tornou-se o único clube campeão no Brasil – estadual de 35 – a ter vencido pelo menos três campeões de outros países (Argentina, Uruguai e Paraguai) e bases de selecionados (do Uruguai e França), tendo 70% de aproveitamento em jogos internacionais ao longo da história.

1942. Primazia de goleadas ante Campeões Platinos.
– Novamente numa relevante vitória contra o Campeão Paraguai, o clube Libertad por 5×1, o Santos tornou-se o primeiro brasileiro a golear um Campeão Argentino (4×1 no Huracán), um Campeão Uruguaio (5×0 no Rampla Junior) e um Campeão do Paraguai. 

1946-1947. Rei do Norte e Nordeste.
– De novembro de 1946 a fevereiro de 1947 no Norte e Nordeste do Brasil, com 12 vitórias e 3 empates. O time de Vila Belmiro visitou as capitais de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Maranhão e Pará. A viagem durou pouco mais de 2 meses, com 15 jogos disputados, o Alvinegro não perdeu: foram 52 gols marcados e 2 taças conquistadas. A grande maratona de jogos e viagens proporcionou partidas até mesmo no dia do natal e do ano novo.

1951-1953. Pulverizando Esquadrões estrangeiros. 



 

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