Feitos Históricos 1971-2000

Published On 25/09/2016 | Feitos Históricos
Por Kadw Gomes
Santos, 25/09/2016

No período que compreende 1971 a 1974, tratou o Santos F.C. de construir inúmeras façanhas e proezas de âmbito internacional. Com o advento da consagração e desfecho de Pelé no futebol, dos outros tricampeões mundiais santistas (Joel Camargo, Carlos Alberto, Clodoaldo e Edu), além de compor de outros craques consagrados e/ou famosos, o Santos F.C grafou a maior repercussão de um clube ao redor do mundo.
Eram tempos de uma equipe com o cognome Santos-Globetrotters, uma atração mundial que desencadeou o maior impacto mundial feito por um time historicamente, popularizando o futebol pelo globo terrestre. Fomentando-se como o grande embaixador do “soccer” brasileiro e mundial, utilizado como objeto diplomático e semeador da paz, o fenômeno Santos F.C. e Pelé proferiram reinado difundindo o esporte em nível mundial, sendo o pioneiro a atuar em todos os continentes possíveis, num histórico pelas Américas (Sul, Central e Norte), Europa, Ásia, África e Oceania.
Nos gramados brasileiros a equipe seguiu forte e competitiva pelos campeonatos nacionais e estaduais e, a qualidade do time, tanto a defensiva quanto a poderosa ofensiva, determinou recordes importantes. O capitão da Copa de 1974, Marinho Peres, traçou a linhagem de capitães santistas na seleção brasileira em mundiais: iniciada por Mauro Ramos/62, depois anexada por Orlando Peçanha/66 e Carlos Alberto Torres/70. A linha de frente foi responsável por tornar o alvinegro o melhor ataque por edição do Campeonato Brasileiro: 1961, 64, 68, 1973 e 1974.
Após uma fase de remodelações e estruturação, a formatação na década de 1980 ficou marcada pelo Santos F.C. se estabelecer como primeiro clube a disputar oito decisões nacionais. As finais ocorreram nos anos de 59, 61, 62, 63, 64, 65, 66 e 83. O que fez do SFC o clube com maior número de qualificações elevadas historicamente no futebol brasileiro, com seis conquistas 61/62/63/64/65/68 e três vice-campeonatos 59/66/83. Alcançou ainda, entre paulistas, a maior média de público oficial por uma edição do Campeonato Nacional, em 83, com média 49.306 pagantes por jogo.
Entre 1983-85, alcançou o Alvinegro a marca de ser o único clube brasileiro a vencer as principais potenciais do futebol uruguaio numa mesma época. Os feitos sucederam-se com a conquista da Taça Vencedores da América de 83, em triunfos sobre o campeão uruguaio, Nacional-URU (2 a 1); e diante do campeão Sul-Americano e Mundial, Peñarol-URU (3 a 0); completou-se com a aspiração da Copa Kirin de 85, com a vitória de 4 a 2 sobre a Seleção do Uruguai. O jornal El país destacou: “Os uruguaios tiveram a impressão, em certos momentos, de estar revendo o grande Santos dos anos 60”. Em 24 de maio de 1987, o clube atingiu o recorde mundial de 9.000 gols. Ainda nesta época, pelo ano de 89, o SFC tornou-se o clube que mais enfrentou e venceu seleções nacionais (61 jogos e 46 vitórias) e, também, o clube que mais enfrentou e venceu seleções que disputaram Copas do Mundo (31 seleções diferentes e 22 triunfos). Números aumentados nas décadas seguintes, recordista.
Depois de algumas campanhas modestas começou a implantação da política “pés no chão” e a formação de uma grande equipe na metade dos anos de 1990. O Santos F.C. se reformulou e tornou a encantar o futebol brasileiro, reconhecido como o “melhor time do Brasil em 1995” pelos críticos e imprensa nacional (Placar, Folha de SP, revista Futebol, entre outros). Realçou o recorde de artilharias por edição do Campeonato Nacional, neste mesmo ano.
Fixando-se dentre as grandes equipes do país, o Alvinegro alcançou duas conquistas que possibilitaram façanhas entre 1997-98. No Torneio Rio-São Paulo de 97, tornou-se o inédito pentacampeão (1959, 63, 64, 66 e 97). Na Copa Conmebol de 98, pelo terceiro momento internacional historicamente, passou a ser o único a vencer quatro taças internacionais oficiais (duas Libertadores, uma Supercopa e a Conmebol) em solo argentino (estádios: Monumental de Nuñez, La Bombonera, El Cilindro e Gigante de Arroyito). Nesse ínterim, também atingiu o recorde mundial de 10.000 gols. Em 1999, com a vitória de 4 a 1 sobre o Ajax-HOL, evidenciou-se como clube brasileiro que mais venceu campeões da Liga dos Campeões da UEFA. Em 11 de dezembro de 2000, o Santos FC foi condecorado pela FIFA como o Maior Clube do Século XX nas Américas e um dos seis clubes mais notáveis do mundo. A CONMEBOL ratificou o clube como um dos patrimônios do futebol sul-americano.

 COMPOSIÇÃO GERAL DOS FEITOS HISTÓRICOS NO PERÍODO:
•  A Fita Azul Internacional (1972)

•  
Enfrentamento a Ditadura Pinochet (1973)

•  Campeão do Cinquentenário do Profissionalismo (1933-1983)

•  O melhor time do Brasil (1995)

•  Títulos em solo argentino (1962, 1963, 1968 e 1998)

•  O Maior do Século XX nas Américas (2000)

 

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