Gylmar dos Santos Neves – 1962-1969

Published On 14/03/2014 | Ex-Atletas, Ídolos
Por Gabriel Santana
Santos, 14/03/2014
Atualizado, 02/01/2016
Natural da cidade de Santos, Gylmar dos Santos Neves, nasceu no dia 22 de agosto de 1930. Iniciou sua carreira no antigo Hespanha, atual Jabaquara, no ano de 1945, aos 15 anos.
Em 1949, aos 19 anos, após o término de sua prestação militar onde atendia como “Cabo Neves”, tornou-se titular do Hespanha.
Já em 1951, após ser envolvido numa negociação do meio-campista Ciciá, Gylmar transferiu-se para o Corinthians, onde permaneceu até 1961. Voltou para a sua terra natal em 1962, para envergar a camisa do Santos.
Como já diz o ditado, toda grande equipe começa por um grande goleiro, e o Alvinegro não fugiu da regra.
A equipe santista que encantou o mundo na década de 60, já estava praticamente formada, e com a chegada de Gylmar, ficou completa. Ficou na Vila Belmiro de 1962 a 1969. Neste período, conquistou inúmeros títulos, tornando-se um dos goleiros mais vitoriosos da história do futebol mundial, e o goleiro mais vitorioso da história do futebol brasileiro.
Com sua calma, técnica, frieza e liderança, Gylmar foi sinônimo de confiança à frente do lendário gol santista. Em sete anos de clube, manteve tranquilos os zagueiros que com ele jogavam.
Gylmar era extremamente disciplinado, e por isso, recebeu o troféu Belfort Duarte, que era oferecido aos atletas mais disciplinados do futebol.
Em 1969, no mesmo ano em que se aposentou no Santos, Gylmar também se aposentou da Seleção Brasileira.
Convocado pela primeira vez para defender o Brasil em 1953, teve uma infeliz contusão, que o tirou da Copa do Mundo de 1954, porem, oportunidades não faltaram. Contando com o seu enorme talento, defendeu a Seleção Brasileira nas Copas de 1958, 1962 e 1966. Foi bicampeão do mundo nas duas primeiras.
Após se aposentar, Gylmar presidiu o Sindicato dos Atletas Profissionais do Estado de São Paulo, onde permaneceu até meados de 1971. Em 1982, voltou para o futebol, para atuar na seleção brasileira, dessa vez como supervisor técnico ao lado do treinador Carlos Alberto Parreira. Voltou a atuar como dirigente esportivo somente em 2000, na Secretaria de esportes da Prefeitura de São Paulo. Precisou se afastar do cargo, no dia 16 de junho de 2000, devido a um AVC, que o deixou internado na UTI, às vésperas de completar 70 anos de idade.
No Santos, atuou por 331 vezes, e pela Seleção Brasileira 103 vezes.
Gylmar dos Santos Neves foi grandiosamente vitorioso no Santos e na Seleção Brasileira. Sem dúvida, o melhor goleiro da história do futebol brasileiro, e um dos melhores goleiros da história do futebol mundial.
Faleceu no dia 25 de agosto de 2013.
Jogos – 331
Principais Títulos:
1962 – Campeonato Paulista, Taça Brasil (Brasileiro), Taça Libertadores e Mundial Interclubes
1963 – Taça Brasil (Brasileiro), Taça Libertadores, Mundial Interclubes e Torneio Rio-São Paulo
1964 – Campeonato Paulista, Taça Brasil (Brasileiro) e Torneio Rio-São Paulo
1965 – Campeonato Paulista e Taça Brasil (Brasileiro)
1966 – Torneio Rio-São Paulo
1967 – Campeonato Paulista
1968 – Torneio Roberto Gomes Pedrosa (Brasileiro) e Campeonato Paulista
Fichas Técnicas:
07/01/1962 – Barcelona de Guayaquil 2 x 6 Santos

Gols: Zito aos 35min, Cordero aos 36min e Pepe aos 42min do primeiro tempo; Coutinho aos 4min, aos 15min, aos 18min e aos 42min e Lecaro aos 17min do segundo tempo.
Local: Estádio Monumental Isidro Romero, em Guayaquil, no Equador.
Público: 30.000 aproximadamente
Árbitro: Boanerges Cavallo
Barcelona: Bonnard; Herrera, Lecaro e Macias; José Marizaldo e Patterson; Gando, Bolivar (Pin), Cordero (Romero), Calderon e Canharte (Nabas).
Santos: Laércio (Gylmar); Olavo e Décio Brito; Lima, Calvet (Formiga) e Zito (Getúlio); Dorval, Tite, Coutinho, Pelé (Pagão) e Pepe (Mengálvio). Técnico: Lula
– Estreia de Gylmar
23/09/1962 – Santos 5 x 2 Corinthians
Gols: Lima aos 5min, Bataglia aos 20min, Pelé aos 27min e Coutinho aos 38min do segundo tempo; Coutinho aos 4min, Zito aos 8min e Ferreirinha aos 34min do segundo tempo.
Local: Estádio Vila Belmiro, em Santos.
Competição: Campeonato Paulista
Renda: Cr$ 2.646700,00
Árbitro: Anacleto Pietrobom.
Santos: Gylmar; Ismael, Mauro e Dalmo; Zito e Calvet; Dorval, Lima, Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula
Corinthians: Aldo; Augusto, Eduardo e Ari; Cássio e Oreco; Bataglia, Silva, Nei, Rafael e Ferreirinha. Técnico: Fleitas Solich
– Primeira partida de Gylmar contra sua ex-equipe. Enfrentou o clube da capital em onze oportunidades, venceu dez e empatou apenas uma.
28/07/1963 – Santos 5 x 2 Jabaquara
Gols: Toninho [3], Pelé e Batista; Cabrita [2].
Local: Estádio Vila Belmiro, em Santos.
Competição: Campeonato Paulista
Renda: Cr$ 1.691.700,00
Árbitro: Romualdo Arpi Filho
Santos: Gylmar; Mauro e Geraldino; Dalmo, Lima e Olavo; Batista, Almir, Toninho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula
Jabaquara: Dudízio; Ivan, Del Pozo e Macedo; Rubens Sales e Carlão; Chilinho, Buzone, Cabrita, Neiva e Alcides. Técnico: Carlito Roberto
– Contra outro ex-clube, Gylmar defende um pênalti.
19/01/1964 – Santos 4 x 3 Grêmio
Gols: Pelé [3] e Pepe; Paulo Lumumba [2] e Marino
Local: Estádio Pacaembu, em São Paulo.
Competição: Taça Brasil de 1963
Renda: Cr$ 11.931.500,00
Árbitro: Teodoro Nitti
Expulsão: Gylmar; Pelé foi para o Gol.
Santos: Gylmar; Dalmo, João Carlos (Joel), Haroldo e Geraldino; Zito e Lima;
Batista, Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula.
Grêmio: Alberto; Valério, Airton, Aureo e Ortunho; Cleo e Milton; Marino, Joãozinho, Paulo Lumumba e Vieira.
– Gylmar é expulso, e curiosamente, o Rei Pelé assume a meta santista.
29/01/1966 – Alianza-PER 1 x 4 Santos
Gols: Del Vecchio [3] e Pelé; Zegarra
Local: Estádio Nacional de Lima, em Lima, no Peru.
Competição: Amistoso
Renda: Cr$ 125.000.000
Árbitro: Henrique Montes
Expulsão: Gylmar (Santos)
Santos: Gylmar (Cláudio); Carlos Alberto Torres, Mauro Ramos de Oliveira, Orlando Peçanha e Geraldino; Zito (Mengálvio) e Salomão (Lima); Dorval (Zé Carlos), Del Vecchio, Pelé (Toninho Guerreiro) e Abel. Técnico: Lula
Alianza: Bazan; De la Vega, Lavalle e Guzman; Flores (Leyra) e Barreto; Martines, Zegarra, Perico Leon, Rostaing (Sanchez) e Valle (Baylon).
– Em um dia de fúria, Gylmar foi expulso após socar por 3 vezes o árbitro da partida, ao marcar um pênalti contra o Santos. Gylmar foi preso ao final da partida, e em seguida liberado.
05/10/1969 – Santos 2 x 3 Cruzeiro
Gols: Edu e Douglas; Zé Carlos e Dirceu Lopes [2].
Local: Estádio Morumbi, em São Paulo.
Competição: Torneio Roberto Gomes Pedrosa
Público: 10.885 + 2.895 (13.780 total)
Renda: 52.699,00
Árbitro: José Mário Vinhas
Santos: Gylmar; Lima, Djalma Dias, Joel Camargo e Turcão; Clodoaldo e Nenê (Negreiros); Manoel Maria, Douglas, Edu (Coutinho) e Abel (Edu). Técnico: Antoninho
Cruzeiro: Raul; Raul Fernandes, Moraes (Fontana), Darci e Neco; Piazza, Dirceu Lopes e Zé Carlos Mérola (Palhinha); Evaldo, Zé Carlos e Rodrigues. Técnico: Gerson Santos
– Ultima partida de Gylmar
Fontes e Referências:
Centro de Memória e Estatística do Santos;
Almanaque do Santos;
Livro “100 anos, 100 jogos e 100 ídolos”;

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