Importância Histórica (1955-1970)

Published On 16/10/2017 | Importância Histórica
Por Kadw Gomes,
Santos 16/10/2017

A Alquimia Santista havia sido iniciada. O futebol nunca mais seria o mesmo.
Com o Bicampeonato Paulista (1955-56), a revelação do genial Pelé, as performances de alto nível coletivo, parte da imprensa destacando-o como a melhor equipe do Brasil ou quiçá das Américas, o Santos F.C. estava pronto para revolucionar o futebol.
Para o ano de 1958, seria feita toda uma preparação especial, visando subsidiar o Brasil na busca pela conquista do primeiro título mundial, na Suécia. O advento de novos modelos táticos, preparação física e fisiológica adequada, entre outras peripécias, fazia a evolução futebolística deixar o embrionário e chegar ao seu estado avançado e equilibrado. Desenvolvimento que passou a acontecer quando o extraordinário futebol dos “Húngaros Magiares” colocaram uma pá de cal no “Pragmatismo Inglês”. E na Copa de 54, vencida pelos alemães, as seleções passaram a contar com preparadores físicos. Assim, os brasileiros montaram uma comissão que asseguravam suas melhores condições nesses parâmetros.

Sendo uma base importante desde a Copa América/56, na conquista do Pan-americano/57, além das eliminatórias/58, efetuando um jogo evolutivo no Brasil, o Santos seria fundamental e cederia o trio Pelé, Pepe e Zito para o Mundial. A Seleção Brasileira alcançou evolução no meio com Zito (defesa, passes e reposição), assim como no ataque na potente genialidade de Pelé, e conquistou a primeira Copa do Mundo em 1958. A composição de méritos fez do Santos o único clube na história a ser uma base na primeira conquista continental (1919) e Mundial (58) do Brasil. Naquele ano de ouro, o time também obteve outro Campeonato Paulista, batendo recordes no certame.
O futebol brasileiro atingiria o apogeu e se consolidaria como o mais espetacular do mundo. A Era de Ouro do Futebol Nacional (1958-1970), teve seu protagonista dentre os clubes: o Santos Futebol Clube.

A conquista mundial do Brasil havia aberto as portas do mercado internacional. Como uma das bases do selecionado, o Santos é um dos clubes mais valorizados e recebe inúmeros convites para excursionar. Nos primeiros giros internacionais, entre 1959 a 60, triunfando diante de afamados esquadrões estrangeiros na casa deles – 7×1 na Internazionale (3º no Italiano); 5×3 no Stade de Reims (Campeão Francês e duas vezes finalista na Europa); 4×2 no Eintracht Frankfurt (Campeão Alemão e primeiro time do país finalista na Europa), 5×1 no Barcelona (Campeão Espanhol), 4×0 no Botafogo (final do Teresa Herrera, Espanha) – o Santos se internacionalizava e passa a ser considerado na crítica estrangeira o Melhor Time da América do Sul. Algo provado no Brasil, conquistando o Torneio Rio-São Paulo, competição de alto nível técnico.

No ano seguinte, além do primeiro título nacional, decorreram outros grandes resultados no território estrangeiro. De maior repercussão os 8×3 frente ao Racing (Campeão Argentino); 2×0 na Juventus (Bicampeã Italiana) e, principalmente, 6×3 no poderoso Benfica – Campeão Europeu – pela final do Torneio de Paris. As sublimações das maiores virtudes do futebol brasileiro estavam caracterizadas no jogo-espetáculo do Santos, o mais autêntico Futebol Arte e símbolo da grandeza do futebol nacional. Tanto que, antes mesmo de conquistar a Copa Libertadores e Mundial Interclubes, aquelas apresentações faziam a imprensa internacional se render ao Time de Branco. Alguns jornais conceituados, como o francês L’Equipe, decretava o título simbólico de “La Meilleuré Équipo du Monde“. Era a fase de consolidação santista entre os maiores do mundo.

Nos anos seguintes, o Santos tornava-se o primeiro clube na história Bicampeão Mundial Interclubes (1962-63) sendo Bicampeão da Copa Libertadores da América (1962-63) e seria legitimado como Melhor Time de Todos os Tempos (opinião de sul-americanos e europeus). Triunfos internacionais que elevaram a grandeza do futebol brasileiro e tiveram valor incomensurável. Nos Mundiais: 3×2 e 5×2 (no estádio da Luz) diante do Benfica, base da seleção portuguesa; 4×2 e 1×0 frente ao Milan, base da Seleção Italiana. Pelas finais da Copa Libertadores: 2×1 (estádio Centenário de Montevidéu) e 3×0 no Peñarol, base da seleção uruguaia; 3×2 e 2×1 (em plena mística La Bombonera) contra o Boca Juniors, base da seleção argentina. No Brasil, além dos títulos estaduais e interestaduais, bastante valorizados, o Santos era o maior campeão nacional, continental e mundial. Nenhum outro clube chegou a repetir ou representou tanto mundialmente.

Além de ser o primeiro clube brasileiro com dominância global, as conquistas internacionais do Santos foram as mais representativas de um clube brasileiro na história. Aqueles títulos dignificariam a condecoração de melhor time da história. Essas façanhas agregavam ao futebol nacional. Assim como ocorreu na Alemanha com o Bayern München, na Itália com a Juventus e na Espanha com o Barcelona, naquela época o Brasil também necessitou de um clube que representasse sua força e pujança no futebol, e o time que o povo atribuiu toda a sua confiança foi o Santos.

Era um sentimento nacional, a torcida brasileira abraçou o Santos como seu, creditando no Branco e Preto a sua representatividade no futebol – principalmente, os cariocas. Nas apresentações finais do Mundial Interclubes/63, o Alvinegro tornou-se o único clube brasileiro a levar em 48 horas, dias 14 e 16 de novembro respectivamente, mais de 200 mil torcedores ao Maracanã/RJ. No Mundial Interclubes/62, o programa oficial “A Voz do Brasil”, em plena ditadura, alterou sua programação para a mídia eletrônica transmitir o jogo Santos 5×2 Benfica, disputado em Lisboa.

Além de popularizar o futebol brasileiro mundialmente, postular uma identidade futebolística revolucionaria com o Futebol Arte e o DNA Ofensivo, a Dinastia Santásticos foi imprescindível para o Brasil na conquista do Bicampeonato da Copa do Mundo, no Chile, em 1962. Do esquadrão considerado o melhor time da história, foram sete jogadores: Gilmar, Mauro, Zito, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Atletas duas vezes campeões mundial naquele ano.
Nas temporadas internacionais de 1964 a 65, após alguns retoques na equipe, o Santos conseguiu êxitos diante de grandes oponentes das Américas e Europa, Sobretudo, duas das três principais forças da última Copa do Mundo, no Chile. Abateu toda a geração chilena, terceira colocada (2×1 na Universidade Católica, 3×2 no Colo-Colo, 3×0 na base principal Universidad Chile), e a vice-campeão mundial, a seleção da Tchecoslováquia do “futebol cientifico” (Campeã da EURO-60 e vice-campeã da EURO-64) por 6×4, sendo o Alvinegro a principal potência, como uma base da seleção brasileira bicampeã mundial.
Mas todo aquele esplendor de um período dourado era ameaçado na Copa do Mundo de 1966. Na Inglaterra, a imposição física e a incrível violência europeia derrotava o jogo técnico dos brasileiros. A ascensão de seleções europeias como Alemanha, Portugal e, sobretudo, a campeã Inglaterra propagou um achismo de “fim do domínio brasileiro” para nova era com “predomínio europeu”.
Algo demasiadamente retratado pelos jornais do velho mundo, passou-se a valorizar mais o aspecto físico, colocando a técnica em segundo plano. Abalo enorme sentiu o futebol Brasileiro, renascendo o antigo sentimento derrotista. Clube símbolo do futebol do brasileiro internacional, o Alvinegro acabou desgastado e depreciado. Para superar essas dificuldades e retomar status entre as melhores equipes do mundo, o Santos passou por uma metamorfose incrível. E começou ainda naquele ano trilhar os novos rumos de recomposição. Ao fim dessa etapa (1966-1970), o Santos não apenas se recupera, como também recoloca o futebol brasileiro no posto de protagonista, provando que a Era de Ouro foi a fase mais gloriosa da história do futebol mundial…
Pelo cenário internacional, o Alvinegro iniciou sendo precursor de uma nova rota no cenário do futebol: a África subsaariana, popular “África negra”. Os jogadores santistas foram recebidos como ídolos sagrados, Pelé como um deus vivo, e o Santos retribuiu com um lindo show de futebol. Mas seria nos Estados Unidos, em partidas que ajudaram a popularizar o futebol norte-americano, a incrível retomada.
Passados pouco mais de um mês da derrota do Brasil para Portugal na Copa da Inglaterra, valido pelo Torneio de Nova Iorque, o Santos, que era base do Brasil, e o SL Benfica, praticamente a seleção de Portugal com Eusébio, Coluna & cia, fariam um embate de expoentes. Era a oportunidade do futebol brasileiro se reerguer e vingar-se da derrota em Liverpool. A partida teve um significado elevado para o Brasil, o prestigio nacional estava em “xeque”. Uma derrota santista seria suplantar de vez o futebol arte, a imprensa europeia dava grande destaque. Momento da verdade lá fora: seria o fim da hegemonia brasileira e o inicio de reinado europeu?
O Santos provou que não. Mostrando a verdade lá fora com um futebol espetacular, vencendo o Benfica por 4 a 0, vingando e ressarcido o prestigio nacional – era o primeiro passo para a reestruturação da hegemonia.
Depois disso, mesmo fadado de bola, o Santos arrasou a Internazionale de Milão (figura do movimento europeu com a famosa tática “catenaccio”), por 4 a 1, na Itália. A vingança foi completa. Na temporada seguinte, o Alvinegro acentua com vitórias por 4×0 e 2×1 sobre o River Plate (vice-campeão continental) e 2×0 no Peñarol (vigente campeão continental e mundial). Após nova passagem pela África, os tratados “Deuses Negros vestidos de branco” tem pela frente outro desafio de restabelecimento: dessa vez, no país vice-campeão mundial. O Santos mostrou raça e jogo bonito para sobrepujar num 5×4 o vigente Campeão Alemão, München 1860. As vitórias santista sobre portugueses, italianos e alemães entre 1966-67, maiores forças de futebol na época enaltecidas da tática potencializada no físico, recuperavam o prestigio do futebol brasileiro e a valorização da tática potencializada na técnica.
Nas temporadas 1968 e 69, ocorreram mais façanhas monumentais. Em meio aos conflitos no continente africano, a presença do famoso Santos com seus excepcionais gênios da bola e o Rei Pelé, paralisou as Guerras no Congo e em Biafra. A chegada do Time de Branco foi “como se anjos celestiais descessem, com suas vestes brancas, para trazer paz, beleza e alegria àquelas pessoas torturadas pela miséria, pelo ódio e pela incompreensão. Por um momento infinito, todos falaram e entenderam a linguagem do amor ao futebol” (escreveu o professor Guilherme Nascimento).
Três meses depois, o Santos teve de vencer a Supercopa Sul-Americana (3×2 no Racing/ARG, em Avellaneda) e encarar na decisão Intercontinental novamente o esquadrão que exercia o modelo tático mais famoso no momento, a Internazionale (catennacio), base da seleção italiana campeã da Eurocopa/68 e futuramente vice Mundial/70. Dentro do estádio Giuzeppe Meazza, o popular San Siro, repleto de adeptos “nerazzuri”, o Santos venceu por 1 a 0 a poderosa Inter de Milão, e conquistou a Recopa Mundial Interclubes. A façanha deu ao Alvinegro a alcunha de Campeão dos Campeões Mundial.  
No Brasil o Santos sacramentou o Tricampeonato Paulista (1967-68-69). Em meio às finais o estadual foi paralisado, a midiática Seleção Inglesa, campeã do mundo há dois anos, enfrentou a Seleção Brasileira no Maracanã. Com oito jogadores do Santos (também ocorreu diante da Alemanha em 63), o Brasil venceu a Inglaterra por 2 a 1. Fazendo renascer o orgulho nacional com “uma aula nos mestres”Por isso, João Saldanha não teve duvidas ao convocar a Seleção Brasileira para as Eliminatórias, o Santos seria a base da equipe. E formou um dos melhores times da história: As Feras de Saldanha. Ou bem poderiam também se chamar As Feras do Santos. Do esquadrão santista, eram nove atletas (com a mudança de técnico, Cláudio, Djalma Dias, Rildo e Toninho acabariam não indo à Copa).
1970 foi um ano do Santos dedicado à Seleção Brasileira. De um processo iniciado em 66, na vingança sobre Portugal; 67-68 com as vitórias sobre alemães e italianos; 69 no êxito ante a seleção inglesa e clube-base nas eliminatórias, o Santos foi imprescindível num percurso que levou o futebol brasileiro ao catedrático. Na Copa do Mundo, jogada no México, cedendo cinco craques o Santos foi à base principal com Carlos Alberto, Clodoaldo e Pelé (titulares); Joel Camargo e Edu (reservas). O Brasil conquistou o Tricampeonato da Copa do Mundo, a posse definitiva da Taça Jules Rimet, estabeleceu o maior momento da história, a Era de Ouro nacional. 

CRONOLOGIA DAS CONTRIBUIÇÕES DO SANTOS F.C. AO FUTEBOL NO PERÍODO:

• Máquina de Branco (1955-1959).
Nessa fase o Santos foi importante no trabalho da categoria de base, pratica de jogo evolutivo e torna-se a principal força do país. Três vezes Campeão Paulista, com um elenco de craques de seleção brasileira, o Santos honrou o Brasil contra argentinos e uruguaios (clubes bases das seleções rivais campeões continentais). Jornais passaram a apontar o time como o melhor do Brasil e um dos melhores da América do Sul.  

 O Melhor da América do Sul (1958-59).
– Com o título mundial do Brasil em 1958, o mercado internacional foi aberto. Atual campeão paulista e com três jogadores no selecionado, entre eles Pelé, o Santos foi um dos mais valorizados. Nas primeiras excursões venceu grandes clubes da Europa, colocou o nome do futebol brasileiro em alta, e passou a ser considerado pelo estudo “periódico Fútbol” o melhor time da América.

• Uma Base nos primeiros títulos Continental e Mundial do Brasil (1919 e 1958).
Nos dois momentos primordiais, o Santos foi importante para o futebol brasileiro. Foi uma base na primeira conquista continental (que transformou o futebol no esporte nº 1) em 1919 e na primeira conquista mundial (colocando o país no mapa do futebol) em 1958.

 Base nacional na década de 50 e na primeira Conquista Mundial (1958).
Desde 1956 o Alvinegro passou a ser uma base da Seleção Brasileira. Foi assim na Copa América-56, no Pan-Americano-57, nas Eliminatórias e, sobretudo, na Copa do Mundo de 1958 cedendo Pepe, Zito e Pelé.

“La Meilleuré Équipo du Monde“? (1960-1961).
Nas excursões internacionais de 1960-61, em especial após vencer o Benfica, vigente campeão europeu, na final do Torneio de Paris, a critica internacional (L’Equipe) passou a considerar o Santos o melhor time do mundo. Foi uma fase de consolidação. 

 Uma base no Bicampeonato Mundial do Brasil (1962).
Campeão de tudo no futebol brasileiro (Paulista, Rio-São Paulo e Brasileiro), o Santos tornou-se a principal equipe do país e continuou sendo uma base da Seleção Brasileira. Na Copa do Mundo de 1962 cedeu Gilmar, Mauro, Zito, Mengálvio, Pelé, Coutinho e Pepe.

Primeiro brasileiro Campeão da Libertadores (1962).
Foi a maior conquista internacional do futebol brasileiro em nível de clubes na época. O Santos representou o futebol brasileiro e trouxe a taça após superar na final o poderoso Peñarol, base da seleção uruguaia.

Primeiro brasileiro Bicampeão da Libertadores (1962-1963).
Com essa conquista o Santos se tornou o maior campeão continental (ao lado do Peñarol). A final contra o Boca Juniors, base da seleção argentina, silenciando La Bombonera, provou que o Santos era o maior clube da América do Sul.

Primeiro brasileiro Campeão Mundial (1962).
Foi a maior conquista do futebol brasileiro a nível de clubes na época. O Santos foi o primeiro clube campeão da Libertadores e do Mundial. Na final da Copa Intercontinental, o Alvinegro deu show perante o melhor clube da Europa na época. 

Primeiro Bicampeão Mundial (1962-1963).
O Santos foi o primeiro clube na história do futebol mundial a conquistar o Bicampeonato Mundial Interclubes. Em 1962 superou o Benfica/POR (3×2 e 5×2) e em 1963 venceu o Milan/ITÁ (4×2, 2×4 e 1×0). 

Primeiro Bicampeão da Libertadores e Mundial (1962-1963).
Feito inigualável que ficou para a eternidade no futebol mundial. A primordial façanha global, levou o Santos e o futebol brasileiro ao cume esplendor. O Santos obtinha o que nenhum outro conseguiu e se tornava o “Senhor do Mundo”. 

O Melhor Time de Todos os Tempos (1962-1963).
 Considerado por inúmeras enquetes e publicações internacionais, a melhor equipe do mundo na época, o Santos de 1962 a 63 foi condecorado numa enquete feita pela revista El Gráfico, com opiniões de sul-americanos e europeus, o melhor da história: Gilmar, Lima, Mauro, Calvet e Dalmo; Zito e Mengálvio; Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe.

Abatendo as Melhores Gerações do Mundo (1965).
– Nas temporadas internacionais de 1964-65, após retoques na equipe, o Santos conseguiu triunfar diante de grandes oponentes das Américas e Europa. Em maior relevância, venceu as gerações 2º e 3º colocadas na última Copa do Mundo.

 A Vingança contra os Europeus (1966).
A derrota do Brasil para Portugal na Copa do Mundo de 1966 colocou o futebol brasileiro em “xeque”. Pouco tempo depois, porém, pelo Torneio de Nova York, Santos (base da seleção brasileiro) e Benfica (base de Portugal) fizeram o embate definitivo. 

 Restabelecendo o Futebol Brasileiro e o levando ao Ápice (1966-1970).
Processo importante feito pelo Santos no pós-Copa de 1966. O Santos recupera o prestigio brasileiro vencendo desafios internacionais contra as principais potencia da época: Portugal, Itália, Alemanha e Inglaterra. Clube base da Seleção Brasileira nas eliminatórias e no tricampeonato mundial, leva o futebol nacional ao ápice.

Campeão dos Campeões Mundiais (1968-69).
A terceira conquista a nível Mundial do Santos. A Recopa Mundial representou um título único e importantíssimo. Diante da Internazionale, base da Itália campeã da Euro, da tática catenaccio, o Santos calou o estádio Giuzeppe Meazza (1×0).

As Guerras foram paralisadas para o Santos jogar (1969).
A grandiosidade do Santos transcendia o futebol. O maior time da terra, desarmava homens com outra arma: o Futebol Arte. 

 “Uma Aula nos Mestres” (1969).
Se o futebol brasileiro tinha algo a provar, o Santos era o time a sustentar o prestigio. Em 69 não foi diferente quando a Seleção Inglesa aceitou enfrentar o Brasil no Maracanã. Com oito Santistas a seleção brasileira venceu os campeões do mundo.

As Feras do Santos (1969).
Nas Eliminatórias da Copa de 1970, João Saldanha montou uma das melhores equipes da história, conhecida como as Feras de Saldanha. A base da equipe? O Santos, é claro!

Base do Tricampeonato Mundial – A Melhor Seleção da História (1970).
 A melhor seleção de todos os tempos. Para a maioria das críticas internacionais, a Seleção Brasileira Campeão da Copa do Mundo de 1970 foi inigualável e o Santos foi a base principal com Carlos Alberto, Joel Camargo, Clodoaldo, Pelé e Edu.

Embaixador do Futebol Mundial (1959-1970).
Em todos os continentes possíveis (Europa, Américas, África, Ásia e até Oceania) o Santos espalhou o Futebol Arte. Objeto diplomático, o Time de Branco foi usado para popularizar o futebol de outros países. Um espetáculo arrebatador de multidões!

 Superando as Maiores Gerações da Época (1959-1970).

O Rei Pelé – Maior Jogador de Todos os Tempos.
Maior e melhor jogador da história. Pelé revolucionou o futebol na parte técnica, física e tática, um jogador completo e inigualável. Nenhum outro alcançou sua capacidade no contexto de épocas. Pelé foi o grande personagem da saga Jules Rimet, que ele ajudou a ganhar marcando gols nas três Copas: de 1958, 1962 e 1950.

 Revolucionando com o Futebol Arte e o DNA Ofensivo (Anos 50 e 60).
A Conmebol (CSF) definiu o Santos em seu Centenário como “O clube do Jogo Bonito”. E qual contribuição maior ao futebol que uma identidade de jogo? Praticando um futebol espetacular, com extrema habilidade, DNA ofensivo e elegância o Santos transformou-se num dos maiores clubes do mundo.

Protagonista da Era de Ouro (1958-1970).
Por ser um clube base da seleção brasileira nas três conquistas mundiais, ter vencido grandes títulos internacionais, popularizado o futebol nacional, maior representante do futebol arte, considerado o melhor time do mundo, entre outras contribuições, o Santos foi o grande personagem ao longo do período.

 

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