Mauro Ramos de Oliveira – 1960-1967

Published On 02/06/2014 | Ex-Atletas, Ídolos
Por Gabriel Santana
Santos, 02/06/2014
Atualizado, 30/08/2016

Nascido no dia 30 de agosto de 1930, em Poços de Caldas-MG, Mauro iniciou sua vida futebolística na Sociedade Esportiva Sanjoanense, de São João da Boa Vista-SP. Profissionalizou-se no São Paulo, no final da década de 40.
Após ficar aproximadamente 12 anos na equipe paulistana, deixou o clube devido a um desentendimento, e aos 29 anos, se transferiu para o Santos, onde formou uma das melhores duplas de zaga da história do futebol, juntamente de Calvet.
Determinado nos momentos decisivos, Mauro foi um dos grandes destaques das finais dos Mundiais diante de Benfica/POR e Milan/ITA.
Com Mauro Ramos e Calvet, a defesa do Santos passou a ser quase tão eficiente quanto o seu ataque. E também a jogar bonito, pois Mauro não era de dar chutões e nem de cometer faltas maldosas. Desarmava o adversário limpamente, e saia jogando de cabeça erguida.
Seu estilo refinado o concedeu o apelido de “Martha Rocha”, numa referência à beleza e elegância da miss Brasil da época.
Teve de honra de participar de 4 Copas do Mundo: 1950, 1954, 1958 e 1962. A última, realizada no Chile, foi a que realmente marcou a vida de Mauro. Ele teve a missão de ser o capitão da Seleção, e levantou a taça de bicampeão do mundo.
Ficou na Vila Belmiro até 1967, quando se transferiu para o Toluca-MEX, onde encerrou a carreira.
Após a aposentadoria, ainda no México, iniciou a vida de treinador pelo Club Deportivo Oro, antes de retornar ao Brasil em novembro de 1969.
Em 1971, foi treinador do Santos, substituindo a Antoninho Fernandes, permanecendo até abril de 1972. Deixou o futebol após treinar o Club Jalisco-MEX, de fevereiro de 1973 a março de 1974.
Um dos melhores zagueiros da história do futebol brasileiro, o mineiro Mauro Ramos de Oliveira morreu no dia 18 de setembro de 2002, em Poços Caldas, sua cidade natal.
“Cheguei a Vila em 1960, e saí em 1967. Jogar no Santos representou pra mim o maior prêmio que um atleta poderia receber em sua carreira. Fomos campeões em tudo. Agradeço a Deus por ter jogado naquele time” disse Mauro, em uma de suas ultimas entrevistas, para o livro “Times dos Sonhos”.

Jogos – 352
Gols – 00
Títulos pelo Santos:
1960 – Campeonato Paulista
1961 – Campeonato Paulista e Taça Brasil
1962 – Campeonato Paulista, Taça Brasil, Taça Libertadores e Mundial Interclubes
1963 – Taça Brasil, Torneio Rio-São Paulo, Taça Libertadores e Mundial Interclubes
1964 – Campeonato Paulista, Torneio Rio-São Paulo e Taça Brasil
1965 – Campeonato Paulista e Taça Brasil
1966 – Torneio Rio-São Paulo
Jogos e gols, por Guilherme Nascimento:
1960 – 59 jogos

1961 – 85 jogos

1962 – 38 jogos – 1 jogo não oficial
1963 – 54 jogos – 1 jogo não oficial
1964 – 20 jogos
1965 – 54 jogos – 1 jogo não oficial
1966 – 35 jogos
1967 – 7 jogos – 2 jogos não oficiais

Total: 352 jogos – 5 jogos não oficiais

Fichas Técnicas:
27/03/1960 – Palmeiras 0 x 0 Santos
Local: Estádio Pacaembu, em São Paulo.
Competição: Torneio Rio-São Paulo
Público: 23.084 pagantes
Renda: Cr$ 1.438.450,00
Árbitro: Catão Montez Júnior
Palmeiras: Valdir; Djalma Santos, Valdemar Carabina e Geraldo Scotto; Zequinha e Dicão; Julinho, Valter Prado (Romeiro), Américo, Chinesinho e Cruz.
Técnico: Oswaldo Brandão
Santos: Lalá; Getúlio, Mauro e Zé Carlos; Zito e Formiga; Dorval, Mário, Ney, Coutinho (Tite) e Pepe. Técnico: Lula
– Estreia de Mauro Ramos com a camisa Alvinegra.
30/08/1962 – Santos 3 x 0 Peñarol-URU
Gols: Caetano (c) aos 9min do primeiro tempo; Pelé aos 3min e aos 44min do segundo tempo.
Local: Estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, Argentina.
Competição: Taça Libertadores da América (Final).
Público: 45.980 pagantes
Renda: Cr$ 31.000.000,00 ou 5.365.400 pesos argentinos
Árbitro: Leopold Horn (HOL)
Santos: Gilmar; Lima, Mauro e Dalmo; Calvet e Zito; Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula
Peñarol: Maidana; Lezcano, Cano e E.González; Gonçálvez e Caetano; Rocha, Matosas, Spencer, Sasía e Joya. Técnico: Béla Guttmann
– Foi fundamental para o Santos conquistar os seus principais títulos.
19/04/1967 – Cruzeiro 3 x 1 Santos
Gols: Ismael; Wilson Almeida [2] e Tostão.
Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, Minas Gerais.
Competição: Torneio Roberto Gomes Pedrosa (Brasileiro).
Público: 51.495 pagantes
Renda: NCr$ 110.942,00
Árbitro: Armando Marques
Cruzeiro: Raul; Pedro Paulo, Cláudio, Procópio e Neco; Piazza e Dirceu Lopes; Natal, Wilson Almeida (Evaldo), Tostão e Dalmar. Técnico: Aírton Moreira
Santos: Gilmar; Carlos Alberto, Mauro e Rildo; Clodoaldo e Oberdan; Copeu (Dorval), Buglê (Mengálvio), Ismael, Pelé e Abel. Técnico: Antoninho
– Ultimo jogo de Mauro pelo Santos.
11/04/1971 – Santos 2 x 4 Corinthians
Gols: Rivelino aos 12min do primeiro tempo; Ferreti aos 11min, Mirandinha aos 14min e aos 43min, Pelé aos 25min e Samarone aos 34min do segundo tempo.
Local: Estádio Vila Belmiro, em Santos.
Competição: Campeonato Paulista
Público: 18.689 + 3.415 (22.104)
Renda: Cr$ 150.373,00
Árbitro: José Faville Neto
Santos: Cejas; Moreira, Djalma Dias, Oberdan e Rildo; Clodoaldo e Lima (Léo Oliveira); Edu, Ferreti (Douglas), Pelé e Abel. Técnico: Mauro Ramos de Oliveira
Corinthians: Ado; Zé Maria, Ditão, Luís Carlos e Pedrinho; Tião e Rivelino; Natal, Samarone, Mirandinha e Peri. Técnico: Aymoré Moreira
– Estreia de Mauro como treinador santista.

Fontes e Referências:
Centro de Memória e Estatística do Santos;
Almanaque do Santos;
Livro “100 anos, 100 jogos e 100 ídolos”;

3 Responses to Mauro Ramos de Oliveira – 1960-1967

  1. Roberto Dias Alvares says:

    Versos em homenagem a Mauro Ramos de Oliveira

    Mauro Ramos de Oliveira, zagueiro clássico de postura elegante. Capitão no Santos e na Seleção Brasileira, Em campo era um verdadeiro gigante.

    A taça do mundo foi erguida
    pelo santista Mauro Ramos.
    Conquista com técnica conseguida.
    Brasil, o maior no esporte que amamos.

    • Mauro Ramos de Oliveira Junior says:

      Que linda mensagem e em data tão marcante, ficaram lindas lembranças e uma saudade sem fim, do pai amigo, ídolo e exemplo, mesmo tendo atingido o ápice como um dos melhores zagueiros do futebol mundial e conquistando tudo o que seria possível para um atleta, fora das 4 linhas foi infinitamente superior, agradeço a Deus pelo privilégio de tê-lo em minha vida!

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