O Bicampeonato da América!

Published On 07/12/2016 | A História das conquistas
Por Kadw Gomes
Santos, 07/12/2016

Equipe Lendária e obstinada a conquistar e estabelecer hegemonias, provocando impacto pela execução de um jogo bonito, fomentando fama inigualável na América do Sul e no Mundo, o Santos FC era um esquadrão incansável e insaciável. Portanto, para 1963, a postura era a mesma do ano anterior: dominar o futebol mundial e conquistar todos os títulos possíveis novamente!
Foi uma temporada gloriosa e bastante movimentado, como era praxe desde 1959. Em janeiro o Time de Branco partiu para excursões em territórios sul-americanos, obtendo triunfos coesos e maravilhando a América do Sul. Nos meses seguintes conquistou o Torneio Rio-São Paulo/63 e o Campeonato Brasileiro/1962. Após alguns dias de descanso para os campeões brasileiros, o Alvinegro rumou para mais uma viagem, nos meses de maio/junho, dessa vez, para o continente europeu: França, Alemanha, Espanha e Itália no cardápio. Resultado: mais uma aula de Futebol Arte em gramados estrangeiros.
Depois disso, era o momento de La Ballet Blanco” encarar novamente a Copa dos Campeões da América

A quarta edição da Copa Libertadores contou com alguns dos maiores esquadrões da história do futebol, sendo oito campeões nacionais – e nove participantes:
O Santos/SP, Campeão Brasileiro de 1962, e o Botafogo/RJ, vice-campeão, representaram a Geração de Ouro do Futebol Brasileiro.
– Da Argentina, o Boca Juniors, maior Campeão Argentino da década de 1960 (5 títulos), esquadrão base da Seleção Argentina – ainda com atletas do Brasil e Uruguai.
Do Chile, a Universidad de Chile (Astorga, Navarro, Contreras, Musso, Eyzaguirre, Campos, Leonel Sanchez), pentacampeã nacional nos anos 1960, era a base do selecionado semifinalista da Copa do Mundo em 1962.
Da Colômbia, o Millonarios de Arango, Compillo, Gamboa, Klinger, Tetracampeão Colombiano no período e base do selecionado do país.
Do Paraguay, o Olímpia (Aguillar, Echague, Reyes, Arámbulo, Lezcano, Zárate), esquadrão que de 1956 a 1962 ganhou seis nacionais e foi base da seleção.
– Alianza Lima do Peru (base da seleção) e o campeão do equador.
E o poderoso Peñarol do Uruguai (Maidana, N. Gonçalves, Gonzalez, Cabrera, Pedro Rocha, Joya, Sasía, Spencer), Bicampeão da Libertadores, Campeão Mundial e Hexacampeão Nacional no período, além de base do selecionado celeste.
Dividido em Grupos, as equipes se enfrentavam, e os melhores de cada grupo se qualificavam para semifinais e finais. Campeão do ano anterior, o Santos entrou nas semifinais.

NOVAMENTE NO MARACANÃ: SHOW SANTISTA DIANTE DO BOTAFOGO!
Representando a geração de ouro do futebol brasileiro, com craques lendários que eram a base da seleção canarinho, e fazendo excursões magistrais pelo planeta, ninguém resistia ao fascínio de um Santos vs Botafogo na década de 1960. Eram embates tira-teimas para a imprensa e publico determinar o melhor time brasileiro. Assim, pelas semifinais da Libertadores de 1963, mais uma vez as equipes mediram forças, agraciaram multidões e demonstraram a pujança do futebol nacional.
Pela primeira partida, dia 22 de agosto, jogada no estádio do Pacaembu/SP, o Botafogo sabia da importância de um bom resultado e teria a oportunidade perfeita para uma revanche. Ainda estava recente na memória dos aficionados brasileiros, o ocorrido cinco meses antes, em que ambos haviam se enfrentado pelas finais da Taça Brasil/62, com o Santos goleando o rival por 5 a 0, sagrando-se Bicampeão Brasileiro no Maracanã-RJ. Para essa peleja, porém, o SFC não contava com Mengálvio e Pepe (substituídos por Geraldino e Tite respectivamente), já o Botafogo jogou sem Garrincha. Antes do início do prélio, Pelé recebeu dos cariocas uma placa com os dizeres: “ao catedrático do futebol, a homenagem da academia botafoguense”.
Era iniciada mais uma partida histórica e no decorrente primeiro tempo mostrou-se um duelo de alta categoria, digna dos quadros mais fortes do Brasil. Tomando a iniciativa, o Botafogo abriu o placar ao 24′, com Jairzinho. Na segunda etapa o Santos decaiu um pouco, mas melhorando perto do final, com empenho, buscou o empate há um minuto do fim por intermédio de Pelé, que antecipou-se ao goleiro Manga para interceptar um cruzamento e empatar. A decisão ficou mais uma vez para o Maracanã/RJ, dia 28 de agosto.
O Botafogo que teria a volta de Garrincha, jogava diante de sua torcida e buscava vitória para conseguir sua primeira final de Libertadores. O que fez com que se esperasse um duelo muito equilibrado. A equipe foi a campo com Manga; Joel, Zé Carlos e Rildo; Aírton e Nilton Santos; Garrincha, Elton, Amoroso, Quarentinha e Zagallo (Jairzinho). Ao Santos cabia dignificar sua hegemonia, com Gylmar; Dalmo, Mauro e Geraldino; Calvet e Zito; Dorval, Lima, Coutinho (Almir), Pelé e Pepe.
Passou longe de qualquer equilíbrio o segundo duelo. Justificando sua fama de melhor clube brasileiro e mundial, o Santos com uma apresentação perfeita, principalmente de Pelé, massacrou a representação do Botafogo.
No primeiro tempo, os santistas dominaram todas as ações do prélio, com autonomia, buscou sufocar o adversário que aceitou passivo a situação. O técnico Lula implantou a mesma tática da última final contra os cariocas, de imediato o Santos buscou a vantagem numérica. Dorval brecou Zagallo. Lima e Zito, esbanjando classe exuberante, desenvolveram grandes jogadas no meio campo e deram liberdade a Pelé, Coutinho e Pepe, que desperdiçaram três boas oportunidades para abrir o marcador em menos de 5 minutos. Pressão total do Santos…
Aula de futebol, ataques em profusão! Aos 11′, Gilmar deu a saída e a bola achou Lima, que tocou para Pelé. O camisa 10 avançou e superou a defensiva botafoguense, penetrou na área e observando a saída de Manga, tocou por cobertura abrindo o placar (1 x 0!). Logo depois, aos 15′, Pelé voltou a marcar, cabeceando bola centrada por Pepe, da esquerda para a direita (2 x 0!). Ainda na primeira etapa, aos 33′, numa penalidade máxima, novo gol de Pelé que denotou no placar o total domínio santista, 3 a 0!
Para o segundo tempo, a torcida botafoguense, mesmo supersticiosa, ainda se animava acreditando numa reação. Mas mediante ao panorama no campo, continuava o Time de Branco a desenvolver jogo mais dinâmico. E foi assim que os espectadores perceberam ser mais uma noite de espetáculo santista. Depois de alguns ataques de ambos os lados, o Santos deu o último golpe aos 36′. Dalmo começou a jogada e deu a Almir, que avançou pela direita e tocou em profundidade a Lima, que superou Nilton Santos na corrida, e na saída do goleiro chutou para marcar e alavancar a vantagem para 4 a 0! De resto foi tocar a bola e esperar o tempo passar.

A GRANDEZA DA COMPETIÇÃO E DOS ARGENTINOS!
A edição de 1963 da Copa dos Campeões da América (Copa Libertadores) foi uma das mais prestigiadas da história, como definiu a El Gráfico, em virtude da qualidade das equipes nas finais: Santos-BRA, Botafogo-BRA, Boca Juniors-ARG e Peñarol-URU.
A competição continental promoveu verdadeiros desafios ao famoso quadro do Santos FC, rotulado pela imprensa internacional de melhor time do mundo e detentor do título Mundial do ano anterior. Depois de superar um adversário difícil na semifinal, o Alvinegro enfrentou na decisão um oponente que se mostrou ainda mais forte.
Pela primeira vez um time argentino decidiria o título sul-americano, e justamente o Boca Juniors, o mais popular e aguerrido das equipes portenhas. Além de ser reconhecido por sua técnica e garra, pelo toque de bola rápido, o Boca teria a vantagem de fazer a segunda partida no seu estádio, a mística La Bombonera. Cenário que sempre provocou medo e amedrontava adversários, por mais parecer uma panela de pressão, atrelado ao fanatismo eloquente dos torcedores Bosteros, ao qual, dizia-se, que o Boca nunca perdia.
Principal força do futebol argentino na primeira metade da década de 1960, a equipe do Boca Juniors-ARG impunha extremo respeito, pois concentrava a base da seleção Argentina: em 1962 havia cedido cinco jogadores ao Mundial no Chile e posteriormente seriam selecionados seis para a Copa da Inglaterra-66. Nesse período (1962-1966), o esquadrão “Azul y Oro” estabeleceria um Tetracampeonato Argentino – terminaria a década como maior campeão, com cinco títulos.
Pela Copa Libertadores/63, o Boca venceu os três jogos que disputou em seu estádio, sobressaindo de um grupo que tinha Olímpia-PAR e a Universidade de Chile-CHI e, sobretudo, eliminando com dois triunfos na semifinal o possante Peñarol-URU. A equipe centrava um momento especial para o futebol de seu país, pela primeira vez na história um time Argentino chegara à decisão continental. Os Xeneizes contavam com grandes futebolistas, alguns dos maiores de sua rica história: Marzolini, Orlando Peçanha, Simeone, Clemente Rojas, Antônio Rattín, Sanfilippo, González.
Em 04 de setembro o estádio Maracanã/RJ recebeu um grande público, mais de 60.000 pessoas foram acompanhar o primeiro jogo da decisão continental, que teve recorde de renda: Cr$ 41.770.718,00. O arbitro foi o francês Marcel Bois. O Santos entrou em campo com Gylmar; Dalmo, Mauro, Calvet e Geraldino; Zito e Lima; Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe. O Boca formou com Errea; Magdalena, Marzolini e Orlando (Silveira); Simeone e Rattín; Grillo, Rojas, Menéndez, Sanfillippo e González.
Ao iniciar o jogo, logo percebeu-se a supremacia santista. Antes de completar 30 minutos da primeira etapa, executando bela performance e imprimindo grande futebol, o Santos mostrou rapidamente força ofensiva e deferiu 3 a 0 nos argentinos, com gols de Coutinho (aos 2 min e aos 21 min) e Lima (aos 28 min). No decorrer do prélio, porém, mesmo com apoio da torcida, o Alvinegro passou a desguarnecer e promoveu espaços ao adversário. Dotado de toque de bola categórico, marca daquele Boca que os santistas desconheciam, pela dificuldade de informações na época, a equipe portenha mostrou-se aguerrida e com personalidade marcou dois gols com Sanfilippo, um em cada tempo, pressionando no final, e diminuindo a vantagem para o jogo de volta na Argentina.

SILENCIANDO A MÍSTICA LA BOMBONERA!
Passado uma semana, dia 11 de novembro, projeta-se todo um cenário amedrontador para à finalíssima… armado pelos 85 mil fanáticos argentinos, deixando o estádio La Bombonera (de gramado mais terrado que de grama) completamente tomado por gritarias incessantes de “Dale Boca! Dale Boca!”, para entrada do time Azul y Oro, que foi a campo com Errea; Magdalena, Orlando Peçanha e Simeone; Rattin e Silveira; Grilo, Menéndez, Rojas, Sanfilippo e Gonzaléz. Aos Brasileiros, insultos da torcida na recepção. Zito (capitão) puxou a fila, que tinha Gylmar; Dalmo, Mauro, Geraldino e Calvet; Dorval, Lima, Coutinho, Pelé e Pepe. O Técnico Lula, estrategista, montou o time no 4-3-3. Funcionando Dorval de lateral direito, Dalmo como terceiro zagueiro. Explorando contra-ataques com Pelé-Coutinho.
Clima hostil e intimidador. ”Jogar em La Bombonera não era brincadeira. A pressão da torcida e a gritaria eram enormes quando entramos”, explica Pelé. O ponta-esquerda Pepe, completa: “O estádio estava lotado, a torcida gritava, nos xingava. Ganhar do Boca Juniors lá, na casa deles, não era coisa para equipe normal ”. Apesar de ter dimensões inferiores a Vila Belmiro, o estádio de La Bombonera tem uma arquitetura cercada por arquibancadas que abrigavam uma multidão enlouquecida.
Aquele ambiente pesado não era apenas da torcida, nos primeiros instantes do jogo, os argentinos mostraram forte marcação por pressão na saída de bola dos brasileiros. Abusando também de faltas no decorrer do jogo, principalmente a Pelé (que no mesmo instante também catimbava), tentavam intimidar os atacantes santistas, dando trabalho ao arbitro Frances Marcel Albert Bois. “Silveira, Rattin, Orlando, Simeone e Magdalena derrubavam todos os atacantes do Santos quando estes passavam do meio de campo”, descreveu o Jornal Estado de SP. Mas o Santos era cascudo, não aceitaria passivo a situação.
A bola rola, após bater o centro e uma troca de passes, Zito dá um drible categórico em resposta aos torcedores do Boca, desmoralizando o jogador rival. Pouco tempo depois, Coutinho foi cercado por 4 argentinos, mesmo assim, consegue driblar e escapar, mas sofreu falta. O mesmo Coutinho sofreu entrada desleal feita por Menéndez logo no começo do jogo. Em resposta, Lima descontou em seguida, contra o mesmo jogador, numa imprensada. “Se ele veio por cima, eu vim por cima da orelha dele”, Lima.
A ideia do Santos era tocar a bola e administrar o resultado nos primeiros 15 minutos. Mas o Boca dominou na primeira fase. Um dos maiores nomes da história do Boca, o médio Rattín, era quem tomava as iniciativas, e numa boa intervenção, logo aos 5′, projetou Rojas sem marcação, o atacante deferiu forte arremate que Gilmar teve de mandar para escanteio. Aos 25′, o Santos teve uma grande chance, Pelé recebeu de Lima e driblou Orlando, Mas chutou para fora – no lance Pelé teve seu calção rasgado. A pressão argentina continuava, aos 32′ o goleiro santista fez sua melhor defesa ao saltar para impedir que o chute de Rattín, livre, entrasse no ângulo. Quatro minutos depois, Sanfilippo cobrou falta e Gilmar espalmou para escanteio. Os gritos da torcida aumentavam…
No primeiro tempo o Boca Juniors construiu perigosas invertidas contra a meta santista. Mas eram todas contidas pelo goleiro Gilmar, que se transformou num dos principais nomes do jogo. O Santos tentava responder com as tabelinhas Pelé-Coutinho, ambos infernizavam criando jogadas em espaço reduzido, mas a zaga do Boca afastava, fazia falta, ou dava sorte. Sob aspectos de uma peleja truncada, de pegada forte, desenrolou-se com boas chances para os dois lados até encerrar a primeira etapa.
Adotando sua tradicional tática ofensiva, pressão na saída de bola, o Boca Juniors continuou abafando os brasileiros no começou do segundo tempo, encurralando o Santos na defesa. Assim, logo no primeiro minuto, o meia Sanfilippo aproveitando uma rebatida de Gilmar abriu o placar. O tento fez La Bombonera balançar, tremer, sob euforia e barulhos ensurdecedores da “hinchada Bostera”. Naquele breve momento do jogo, diante da atmosfera do estádio, disposição dos jogadores argentinos no campo, dava-se impressão de que o Santos não conseguiria evitar a terceira partida – a ser realizada em Santiago ou Montevidéu.
“1×0 gol de Sanfilippo, aquela galera toda, o estádio quase vindo abaixo, campo ruim, adversário forte, adversário que dava pancada, que sabia jogar, tudo contra, só que tinha uma coisa.. era o Santos que estava do outro lado”, Pepe.
Aos poucos os santistas recuperaram-se do golpe. A “hinchada” ainda cantava a plenos pulmões quando, aos 5′, Errea falhou no tiro de meta, a bola caiu aos pês de Dorval, imediatamente ele deu a Pelé, que avançou e entregou a Coutinho. O camisa 9 penetrou na área pelo lado direito, chutou firme e marcou (1 x 1!). A comemoração do Gênio da Área, Coutinho, foi exaltada, esbravejando sua raiva e felicidade, sob vaias que ecoavam no estádio advindo da torcida argentina. “Foi um jogo diferente, com muita provocação, e a vibração foi por isso”, afirma Coutinho.
Aquecido pelo ponto, o Alvinegro retomou a calma na partida, passando o nervosismo para o adversário, mas o Boca como se sabe, não é um clube que se entrega fácil. Tornou a pressionar aos 18′, com o endiabrado Clemente Rojas, que penetrou e acertou chute coeso, mas Gilmar novamente operou um milagre. Aos poucos o jogo foi tomando ares de nervosismo, tensão, e um grande desfecho: tanto os brasileiros, quanto os argentinos, podiam definir a qualquer momento…
Tentando manter a posse de bola, o Santos crescia na partida, ficava mais ofensivo e agora também ameaçava a meta portenha. Primeiro com Lima, após jogada de Zito, em chute forte; depois, novamente Zito começou a jogada e deu a Dorval, que toca à Pelé, ele invade a área pela direita, corta para dentro e chuta para defesa do goleiro. Enquanto o Boca, mantinha seu toque de bola e forte marcação na frente, tendo boa chance novamente com Sanfilippo, mas com eficiência Gilmar defendia de forma segura.
Boa trama, tabela e Golaço! Aos 37′, após troca de passes no meio campo entre Pepe e Lima, Zito recebe e encontra Coutinho, ele chama a marcação e aguarda, observa e toca para Pelé, que dribla sensacionalmente Orlando e, da pequena área, na saída do goleiro, chuta no canto direito de Errea, que cai sentado, e a bola calmamente vai morrer nas redes (Santos 2 x 1!). Os argentinos, estáticos, desanimados, desmoronavam. Sem qualquer reação. A torcida silenciada. Já Pelé pulava, sorria e socava o ar, girando sobre si mesmo, e não se continha na comemoração, com seus companheiros que o abraçavam. Os santistas dançavam o mais belo “tango” em La Bombonera…
Nos últimos minutos da finalíssima, coube ainda evidenciada polêmica. Pelos registros do Jornal estado de SP, o meia Rattín cometeu dois pênaltis, que o juiz não marcou. Primeiro deu entrada violenta em Pelé e, noutro lance, desviou claramente com a mão a bola que sobrava para Coutinho. Contudo, os argentinos estavam batidos. Apesar de não esboçar pressão, tocando a bola e gerindo o resultado, os santistas mantiveram o placar até o apito do árbitro. O Santos FC era Bicampeão da Copa dos Campeões da América (1962-1963), invicto, diante do Boca Juniors, dentro da Argentina, calando La Bombonera.

PRÓXIMO DESTINO, MUNDIAL INTERCLUBES. Jornalistas europeus e um representante do Milan (que conquistara o título europeu ao bater o Benfica por 2 a 1) assistiram à partida em Buenos aires e, nos vestiários, já quiseram saber das datas para o encontro entre o Santos e o Campeão Europeu. Ficou decidido que o primeiro jogo seria no estádio San Siro, em Milão, em 16 de outubro, e que o segundo seria provavelmente no Pacaembu, em São Paulo. Posteriormente o Santos acabaria optando pelo Maracanã/RJ.  

Fontes e Referencias:
Centro de Memória e Estatísticas do Santos FC;
Jornal Gazeta Esportiva;
Jornal O Estado de SP;
Livro Time dos Sonhos (Odir Cunha);
Almanaque do Santos FC (Guilherme Nascimento);
Documentário Jogos para Sempre, Sportv;
Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol).

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