O primeiro estadual do Século XXI!

Published On 01/05/2015 | A História das conquistas, Histórias

Após um longo período sem a conquista do título estadual, o Santos volta a vencer o Campeonato Paulista com um time bem montado pelo treinador Vanderlei Luxemburgo. A competição foi disputada em pontos corridos e, o Santos foi campeão na última rodada, diante da Portuguesa na Vila Belmiro. Foi o 16º título estadual do Peixe que em 19 jogos, obteve a seguinte campanha: 14 Vitórias, 01 Empate e 4 Derrotas, com 33 gols marcados e 19 sofridos (com saldo positivo de 14 gols).
Depois da conquista do Campeonato Paulista de 1984, o Santos não mais conseguiu reconquistar a competição, embora tenha chegado perto em 2000, 2001 e 2004. Mas, na hora exata, naquele momento de definição, sempre faltava algo. Para 2006, o Peixe recorreu a uma velha formula de sucesso: Deixar Vanderlei Luxemburgo, mordido pelo fiasco no Real Madrid, mandar em tudo. A diretoria trouxe mais de um novo time inteiro para o treinador. Desacreditado o começo santista não foi animador. Depois de apenas um jogo, Luxemburgo e diretoria dispensaram de uma tacada só, Giovanni, Claudio Pitbull e Luizão. Se os dois últimos não haviam mostrado nada até então, o primeiro era – e ainda é – ídolo da torcida. Para os lugares destes, numa recomposição geral do elenco a diretoria traz jogadores pouco conhecidos, como: Cléber Santana, Gilmar, Leandro, Galvão, entre outros. Numa parceria com o Iraty clube paranaense ligado ao treinador santista, gerando desconfiança na torcida, além destes, outros atletas foram chegando, como: Jonas (Guarani), Rodrigo Tabata (Goiás), Reinado (que veio do Kashima Reysol) e Manzur (jovem promessa promissora vinda do Guarani-PAR).
Iniciando o Campeonato, as três primeiras rodadas mostraram uma certa instabilidade na equipe, em três jogos o SFC venceu o Mogi Mirim (2 a 0), empatou na estreia com o São Bento (1 a 1) e perdeu o terceiro jogo. Com isso, as perguntas mais comuns na Vila eram “Quem é esse Manzur? ” Ou “E esse Cléber Santana? ” “E o Rodrigo Tabata?” Que era mais conhecido pela descendência japonesa de que pelo futebol. Tanto que era chamado de Jaspion. Mas, a partir da 4º rodada os resultados foram fazendo o torcedor perceber que Maldonado era um gigante no meio campo. Que dos pês de Kleber saiam passes e cruzamentos precisos. Que Cléber Santana era um senhor jogador naquele time, marcando gols e dando passes e, que, através de mudanças precisas de Luxemburgo, o time passou a mostrar um futebol elegante, com um sistema tático compacto e bem entrosado mostrando-se eficiente e, conseguindo vencer nove jogos de 10 disputados, com seis vitorias consecutivas. Entre elas, as mais importantes ocorreram diante do Noroeste por 1 a 0, Corinthians 1 a 0 gol de Geílson, 3 a 2 no São Caetano e 1 a 0 no Palmeiras, sendo estes os principais concorrentes na tabela. Jogadores antes criticados, passaram a ser destaques como Léo Lima, Jonas, Reinaldo, Cléber Santana e o zagueiro artilheiro Luís Alberto.
Num campeonato de pontos corridos, muitos jogos tornam-se importantes, tanto que depois de conhecer sua terceira derrota, o Santos vence o Ituano e faz um teste de fogo contra o Juventus dia 25 de março. Pacaembu lotado e pronto para a festa! Até a hora do apito inicial, quando desabou uma tempestade e além do tempo, o Juventus saiu na frente no placar. Cleber Santana empatou ainda no primeiro tempo. Depois a agonia e o desespero tomaram conta, pois, nada de a virada acontecer, até que a dez minutos do fim: Léo Lima cruzou na área, a bola encontrou Reinado, que meio deslocado, acertou a cabeçada fazendo a explosão da torcida, dando a certeza de que o SFC finalmente, retornaria a suas conquistas estaduais. Até para o Presidente Marcelo Teixeira era questão de honra ganhar um estadual, para emular o pai, Milton Teixeira, dirigente Alvinegro na conquista de 1984. Para completar a festa, o jogo do título só podia ter acontecido na Vila Belmiro, e derrotando a Portuguesa por 2 a 0 a torcida pode saltar o grito de campeão.

 

 

 

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