O Supercampeão Sul-Americano!

Published On 14/05/2014 | A História das conquistas, Histórias
Por Kadw Gommes
Santos, 14/05/2014

Para chegar à grande decisão da Recopa Mundial, o Santos precisou vencer a Supercopa Sul-Americana, para fins classificatórios. A Supercopa Sul-Americana dos Campeões Mundiais foi criada no final de 1967, com o objetivo e propósito de reunir os clubes Sul-Americanos que haviam se sagrado Campeões Mundiais (Copa Intercontinental). Até então, na América do Sul:
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Santos (BRA) – Campeão Mundial de 1962 e 1963.
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Peñarol (URU) – Campeão Mundial de 1961 e 1966.
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Racing (ARG) – Campeão Mundial de 1967.
 
O torneio foi anunciado em novembro do ano seguinte, em Buenos Aires (ARG), pelos representantes dos clubes envolvidos, a ser disputados entre fins de 1968 e começo de 1969. A iniciativa dos clubes em questão, ressaltando a participação na edição seguinte do Estudiantes (Campeão Mundial em 1968) na competição, foi bem recebida pela Conmebol, que em seguida tratou de entrar em contato com a UEFA, para organizar disputa de uma nova competição, a Recopa dos Campeões Mundiais. Confira: O Campeão dos Campeões Mundiais!

1968-santos-recopa-mundial-9-net1Numa competição continental onde só participavam Sul-Americanos Campeões do Mundo, o Peixe não podia esperar vida fácil e no estádio Palestra Itália, o Santos faz sua estreia dia 19 de novembro de 1968, diante de um poderoso Racing/ARG que compunha um brilhante esquadrão (Campeão Argentino em 1966 e da Libertadores e Mundial de 1967) e, que contava com jogadores importantes, como: Cejas, Perfumo, Basile, Rulli, Maschio e Cárdenas. Na partida contra os argentinos, o SFC que era a base da seleção brasileira postulou seu grande futebol, marcando um gol em cada tempo obtendo importante triunfo por 2 a 0, com Pelé e Edu.
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Na segunda rodada dois dias depois, no estádio do Maracanã, o time da Vila Belmiro teve pela frente o tradicional Peñarol. Até aquele momento, as duas equipes eram as melhores da América do Sul, e duelos memoráveis entre ambos já haviam entrado para a história. Para aquele jogo, o Peñarol entrou em campo com alguns dos grandes jogadores da história do futebol mundial e uruguaio, como: Mazurkiewicz, Pablo Forlán, Figueroa, Caetano, Nestor Goncalves, Pedro Rocha, Abbadie, Alberto Spencer e Juan Joya. O Santos que também era composto por jogadores extraordinários como Carlos Alberto, Ramos Delgado, Rildo, Lima, Clodoaldo, Edu, Toninho Guerreiro e Pelé, conseguiu uma difícil vitória por 1 a 0, gol marcado por Clodoaldo.
1.2Já no ano seguinte, em abril de 1969, o Santos visitou o Racing em Avellaneda no “El Cilindro” e conseguiu uma vitória emocionante de virada, venceu por 3 a 2 com total disposição tática e técnica da equipe. Após terminar o primeiro tempo perdendo a reação aconteceu só na segunda etapa, e logo aos 7 minutos com dois gols de Toninho o SFC passou a frente no placar, mais logo em seguida sofreu o empate, até que aos 43 minutos Negreiros fez o gol que daria o título ao Santos. – Jogar na Argentina sem o Pelé é complicado. Foi um jogo muito duro. Lembro que o Cejas (goleiro do Racing) saía muito do gol. Tinha notado isso durante o jogo. No finalzinho da partida (43 minutos do segundo tempo), percebi ele fora da área, bati de longe e consegui surpreendê-lo – recordou Negreiros.
Com três vitórias nos três primeiros jogos, o título foi assegurado com uma rodada de antecipação, graças ao 3 a 2 aplicado no Racing, na Argentina – sem Pelé em campo no jogo decisivo. Mais do que outra conquista internacional para o acervo santista, o título é visto por integrantes daquela equipe como um marco na transição da era Pelé no Santos. Afinal, aquele foi o momento em que ídolos como Zito, Mengálvio e Pepe (este último ainda no clube) davam espaço a então jovens promessas como Toninho Guerreiro, Clodoaldo, Manoel Maria, Edu e o próprio Negreiros.
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– Para nós, que éramos muito jovens, foi algo exuberante. Principalmente porque fomos capazes de dar sequência às conquistas daquele grande time do Pelé. Não deixamos a peteca cair – contou Negreiros.
– Foi um marco dessa transição de gerações e um título muito importante para todos. Na verdade, todo título internacional é importante, para qualquer equipe. Isso porque depois ainda disputamos outra Recopa (Interclubes), contra a Inter de Milão, e também fomos campeões – acrescentou Edu.

Confira a campanha do Santos na Supercopa Sul-Americana de 1968.


A Supercopa Sul-Americana dos Campeões Mundiais,  reconhecida em 2005 pela Conmebol e divulgada no site oficial do Santos FC era um torneio classificatório a Recopa Mundial. De tal modo que são competições distintas, recebendo cada uma sua respectiva pontuação, como mostra o ranking da conmebol criado em 2003.

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