Os Primeiros Campeões e Triunfos sobre a América Platina (1935-1938)!

Published On 05/10/2015 | Esquadrões - Times importantes
Por Kadw Gomes
Santos, 05/10/2015

Cada etapa da história do futebol brasileiro consiste num Conceito de Valor da Época. Na fase de amadorismo (até 1933), anos 30 e até mesmo nos anos 40, em nível internacional o grande conceito de valor, a proeza mais importante, eram os triunfos diante dos afamados estrangeiros, o que representava os chamados feitos internacionais – acarretando alcunhas aos clubes brasileiros. Já a nível nacional, eram as conquistas estaduais e excursões pelo Brasil (que significava se nacionalizar) as façanhas mais valorizadas. Assim, o Santos de 1935 a 38, acabou sendo não o melhor, mas o quadro mais completo da história Alvinegra antes dos anos 50. Porque obteve no período: [1] o título paulista; [2] excursões (Bahia e Rio Grande do Sul) e/ou duelos interestaduais proveitosas pelo Brasil; e [3] feitos internacionais em triunfos ante afamados estrangeiros.
Grandes transformações e agitações no futebol nacional, acarretado pelo incorporeamente do profissionalismo, tal como tumultos de entidades e clubes, ocorreram na primeira metade da década de 1930. Nessa fase, com equipes medianas, as campanhas do Santos FC não passavam de regulares no certame estadual. Para 1935, entretanto, numa imponderável conquista, uma equipe forte, experiente e competitiva seria formada.
Ocorre uma grande reformulação na equipe do Santos entre 1934 e primeiros meses de 35. Permaneceram nomes importantes como Cyro, Badu, Mario Seixas, Raul e Logu. Ao longo deste tempo o Alvinegro seguiu fazendo amistosos e outros jogadores foram sendo incorporados. Da Portuguesa chegaram três integrantes regulares da seleção paulista: Neves, Marteletti e Sacy. Jango e Ferreira vieram do Ferroviário de Curitiba. Do Palestra Itália apareceu Sandro e do interior paulista Delso. Se reforçando com bons nomes de rivais e elementos promissores, antes e durante a disputa estadual, o Santos formou uma equipe homogênea e competitiva na trajetória vitoriosa daquele ano.

Friedenreich com a camisa santista.

Buscando um melhor entrosamento, adequar peças e ter uma base do futebol exercido pela equipe, antecedendo o estadual de 1935 – que marcou a terceira cisão no futebol de São Paulo –, o Santos FC percorreu uma excursão de bons ocorrentes no Rio Grande do Sul, marcada pela ilustre presença de Arthur Friedenreich atuando com a imaculada camisa branca santista.
No regresso, o time treinado pelo ex-jogador Bilú, postulava um modelo de futebol e estava melhor preparado. Embora não crédulo na confirmação do primeiro título, a confiança voltava-se para um trabalho correto que seria recompensado.
Foram passados três dias após rota ao Sul, quando no dia 02 de fevereiro o Santos FC faz sua estreia na Liga Paulista de futebol (LPF), tendo como primeiro adversário um desafio: o atual Tricampeão Palestra Itália de Carnera, Romeu, Imparato, entre outros craques, na Vila Belmiro. Nesta partida difícil, enfrentando uma das melhores equipes nacionais, o Santos mostrou garra e alcançou triunfo de 1 a 0, com gols de Raul. Nas rodadas seguintes, o Alvinegro foi aprumando um elevado futebol, baseado na força coletiva, vencendo os adversários: 2 x 0 no Hespanha, 5 x 1 no Atlético Paulista, 3 x 1 na Port. Santista e 4×1 no Juventus. Chegando assim com regularidade no final do primeiro turno. Nas cabeças da tabela, o Santos dispunha de cinco vitórias e apenas dois pontos perdidos.
Entrada em campo dos Campeões do Campeonato Paulista de 1935.

“Bem aprimorado e distribuído, prevalecendo um futebol conjunto, retocado tecnicamente na frente com Araken Patusca, depois Agostinho fixado ao trio final, mesmo antes já bem servido defensivamente e ofensivamente”. […] modelando um jogo de disposição, garra e ações sempre precisas, nas muitas funções táticas que o jogo pode exercer. […] O Santos tinha brio, era vertiginoso e não lhe faltava luta. A linha de frente nunca deixou de ser trunfo. Este era o campeão de 35” (Jornal Mundo Esportivo).

Pelo segundo turno, a decorrência de bons resultados foi mantida e grandes vitorias foram construídas como nos 4 a 1 sobre o Hespanha e 5 a 2 no CA Paulista. Quando venceu o Juventus por 2 a 1, na estreia do zagueiro Agostinho, a equipe praiana ganhava moral para o enfrentamento decisivo ante o Corinthians no Parque São Jorge. Como havia perdido apenas 4 pontos, para o Santos FC bastava vencer ou empatar para conquistar o título. O Corinthians havia perdido um ponto a mais que o Peixe, interessava somente vitória, pois se vencesse o Palestra Itália no último jogo ficaria com a taça. Derrota santista ainda deixaria o Palestra com chances de conquista, precisando vencer o último compromisso, contra o SCCP, e provocar uma super-decisão contra o SFC.
A composição emérita de uma equipe aguerrida, solida e regular, compactuou com uma remodelação ao longo da disputa, desta o retorno do craque Araken Patusca, o fortalecimento técnico, as antes conjecturas que fizeram o Santos F.C. conseguir uma campanha excepcional no estadual de 1935.
Em 17 de novembro de 1935, o Santos FC superou seus rivais e começou a escrever uma longa história vitoriosa. O título foi comemorado após triunfo por 2 a 0 sobre o arquirrival Corinthians, em pleno Parque São Jorge. Os gols foram marcados por Raul Cabral e pelo craque símbolo da conquista Araken Patusca. O quadro campeão paulista veio a campo com: Ciro; Neves e Agostinho; Ferreira, Marteleti e Jango; Saci, Mario Pereira, Raul, Araken e Junqueirinha. Outros jogadores importantes na campanha foram: Moran e Logu.
Naquele ano, foram disputados dois campeonatos: um pela Associação Paulista de Esportes Atléticos (APEA), vencido pela Portuguesa de Desportes, e o outra pela Liga Paulista (LPF), competição mais forte e competitiva, que teve o Santos FC como triunfante absoluto. Pela LFP, além do SFC, participaram seis equipes: Corinthians, Palestra, Hespanha, Port. Santista, Paulista e Juventus. Padrão na época, o campeonato fora disputado no sistema de pontos corridos, em turno e returno. Jogando 12 partidas, o Santos obteve 09 vitórias e sofreu apenas 01 revés. A equipe era aguerrida e bastante solida, terminando com o melhor ataque (32 tentos) e a melhor defesa (sofrendo 12 gols).
Com a conquista do Campeonato Paulista de 35, os santistas ficaram crédulos que o time iria se firmar entre os melhores de São Paulo e do Brasil. Dois fatores motivaram ainda mais esta perspectiva. Em janeiro daquele ano, o 2ª quadro foi campeão Paulista na categoria, mostrando que haviam craques com potencial para substituir os titulares que fossem deixando o clube. E no começo de 1936 o time santista vence uma das melhores equipes da América do Sul.
“ENSINANDO” FUTEBOL AOS PROFESSORES ARGENTINOS.
Feito Internacional de 1936. Santos (BRA) 4×3 Estudiantes (ARG). Atual Campeão Paulista, o Santos era um dos melhores times do Brasil e enfrentou um dos melhores times da história do futebol portenho, Los Professores da Argentina. A dita cátedra do Estudiantes de La Plata, refletia um bonito futebol, de toques rápidos, jogadas trabalhadas e tinha um ataque avassalador, conhecido por goleadas. Não menos poderoso, porém, era o ataque santista Sacy-Mario Pereira-Araken-Raul-Junqueirinha, naquele ano acabou fazendo mais de 100 gols. Assim, com duas equipes poderosas ofensivamente, era esperado uma peleja de muitos tentos.
Na noite do dia 30 de janeiro, grande público compareceu a Vila Belmiro para o confronto entre brasileiros e argentinos. A partida traduziu rivalidade e era conduzida pelos toques rápidos das duas equipes, fazendo um espetáculo agradável. Atuante, disposto e atuando em seus domínios, a equipe Alvinegra abriu a contagem de pênalti, com Neves. Logo, o SFC ratificaria suas lides de maior domínio, fazendo o 2º tento num arremate forte de Raul, o que fez o time tirar o pé, relaxando na vantagem. Esqueceu que do outro lado tinham os rivais argentinos, e que se tratava de uma equipe qualificada. Foi assim que Los professores Lauri, Ferreira e Fuertes “endemoninhados”, numa reação surpreendente, viraram para 3 a 2. Aí foi a vez do SFC reagir, o campeão paulista foi para cima e com Raul empatou, depois numa sobra ofensiva Sacy fez o 4º gol, terminando assim o 1º tempo. No complementar o Alvinegro não mais largou sua vantagem, ficou um jogo trabalhado no meio campo até o fim da partida. “Espetáculo de futebol” descrevia os jornais.
Delegação do Santos a bordo, na excursão à Bahia. 

A primeira intervenção para firmar uma equipe coesa em 1936, ocorreu com a excursão pela Bahia, em Salvador, acarretando resultados satisfatórios e muitos troféus, contra os principais clubes locais, como nas vitorias de 6 a 1 sobre o Ypiranga, 6 a 3 no Botafogo (time baiano campeão de 35), 5 a 1 no Vitória e 2 a 1 (gols de Raul) no esquadrão do Bahia – Supercampeão Baiano e base da Seleção Baiana Campeã Brasileira de Seleções.
Além das excursões nacionais, cabe ressaltar que desde a temporada 1935, ao qual foi campeão, e ao longo do período em que manteve uma espinha dorsal, o Santos obteve grandes atuações em duelos interestaduais. Em quatro duelos com o Botafogo de Nariz, Carvalho Leite, Leônidas, Russinho, Patesko, e outras feras, um dos grandes esquadrões da época, perdeu uma por goleada, empatou outra, mas o abateu duas vezes: 2 a 1 com gols de Delso; e um 3 a 2 com gols de Gradim, René e Tom Mix. Diante do vice-campeão carioca, o São Cristóvão de Roberto, deferiu 2 a 1 com tentos de Logu. Tornou a enfrenta-lo ainda em duas oportunidades, com um revés e outra vitória por 2 a 1. Havia também enfrentado algumas seleções, empatando de 3 a 3 com a seleção paulista e no final da temporada aplicou 7 a 1 na seleção gaúcha numa revanche (perdeu a primeira de 3×2).
Na temporada de 1936, o Campeonato Paulista teria uma decisão entre os campeões de cada turno. Com grande desempenho nas partidas do 1º turno, o Santos chegou bem perto de disputar a finalíssima pelo título, ficou na 2ª colocação. Com as perdas de Raul e Moran que foram para o Fluminense, além de Ferreira e Jango voltando ao Paraná, a equipe decaiu no segundo turno, embora mantendo-se entre os primeiros. Ao longo de toda a competição, bons resultados foram proferidos: 3 x 1 e 4 x 0 no SP Railway, 5 x 1 e 8 x 2 no Lusitano, 9 x 0 no Albion, 4 x 1 no Juventus, 4 x 0 e 8 x 1 no Paulista, 8 x 2 no Lusitano, e em maior peso os 4 x 0 (no primeiro confronto após a refundação do tricolor, tentos de Mario e três de Zé Carlos) e 3 x 2 (Araken, Viveros e Gradim assinalaram) ante o refundado São Paulo FC, e com gols de Viveros, Moran e Gradim um 3 x 2 no possante Corinthians de Jahú, Brandão, Munhoz, Rato, Teleco & cia. A temporada registrou 39 jogos, com 24 vitórias, 03 empates e 12 derrotas. Ano do melhor ataque do SFC na década e dos melhores nacional, pois a equipe marcou incríveis 133 gols! Raul, Araken e Mario Pereira foram os grandes destaques.
Entre 1937-1938, a equipe continuou sofrendo alguns retoques. Junqueira voltou ao São Paulo, Logu foi para a Port. Santista e Agostinho para o Estudantes Paulista. Outra baixa importante foi a contusão de Mario Pereira. Mas, permaneceram Cyro, Neves, Marteletti, Sacy e Araken; retornou Moran; Gradim, vindo do futebol gaúcho, foi a grande contratação. Surgiram ainda, figuras relevantes da base: Figueira, Abreu, Bompeixe e Meira.
Foram firmadas boas campanhas nos estaduais, êxitos interestaduais e triunfos sobre argentinos e paraguaios, que permitiram ao Santos FC um feito histórico pioneiro no Brasil, fatos ocorrentes das temporadas.

Talladas, Gradim, Vanderlino, Figueira, Bompeixe e Laurindo. Magan, Moran, Raul, Remo e Tom Mix.

No estadual de 1937, apenas os 6 melhores qualificaram-se para o 2º turno, sendo o Santos uma das equipes. Pelo segundo turno a equipe fraquejou. Acabou entre os cinco melhores.
Gradim foi o melhor jogador praiano e o resultado mais relevante do Santos foi a goleada de 4 a 1 ante o São Paulo (Gols de Sacy, Neves, Octavio e Gradim), colocando o tricolor na degola para a eliminação ainda no 1º turno. O São Paulo FC foi a maior vítima do Alvinegro no período: 5 jogos, 5 vitórias, três por goleadas! Naquele ano, também ocorre a conquista do Torneio Início Paulista frente ao Palestra Itália: 2 a 1 com gols de Tico e Marçal. Na temporada, a equipe santista fez 35 jogos, obtendo 17 vitórias, 03 empates e 10 derrotas.
No retrospecto por duelos interestaduais ao longo do período, o Santos obteve grandes vitorias notáveis, fazendo valorizar seu currículo nacional. Além das excursões ao Sul e a Bahia, além do Botafogo e São Cristóvão, ainda em duelos com clubes do Rio de Janeiro no período, o Santos fez 18 jogos, tendo vencido dez, empatado duas e perdido seis. Superou outros times possantes, como o Flamengo de Leônidas por 2 a 0, com gols de Sacy e Octávio (a Vila superlotou, até então o SFC jamais perdeu para o rubro-negro, impondo duas décadas de invencibilidade! Ocorreria outro jogo, empate 2 a 2); revés numa e por duas vezes fez 3 a 2 no America RJ de Carola, Plácido e outras feras (campeão de 35).
Perante adversários de Minas Gerais, o Santos venceu o Campeão dos Campeões Estaduais e Mineiro (invicto) de 1937-38, futuro bicampeão, Atlético MG de Kafunga, Guará, & cia, por 2 a 0 com gols de Ruy e Aurélio, no primeiro encontro das equipes. E sobretudo, superou um dos esquadrões mais poderosos da história do futebol mineiro, o poderoso Villa Nova de Canhoto, Geninho & cia, em duas oportunidades com goleadas por 4 a 1. Em ambas partidas, a boa nova Ruy Gomide, marcou duas vezes, total de quatro gols.
Após vencer o Corinthians por 1 a 0, o Santos obtém um feito internacional em 1938. Naquele período, foram repercutidos em caráter internacional, possibilitando façanha atenuante, além da vitória internacional de 36 contra o Estudiantes-ARG, novo êxito sul-americano de 38 perante o vice-campeão paraguaio Libertad-PAR.
Feito Internacional de 1938. Santos (BRA) 2×0 Libertad (PAR). Ainda em reformulação, o Santos de Cyro, Neves, Gradim, Mario Pereira, Ruy e outras peças, enfrentou pela primeira vez um adversário paraguaio. O Libertad foi a primeira equipe paraguaia a atuar no Brasil e trazia o prenuncio de perigoso adversário. Estava invicto em sua excursão, vinha de algumas vitorias por goleadas contra argentinos e um empate contra o Palestra Itália. Time base do Paraguai, apresentava no elenco os chamados malabaristas repolleros: Invernizzi, Ayala (futuro ídolo santista), Ortega e o maior jogador da história do clube, Delfin Cáceres.
Naquele dia 10 de fevereiro, a Vila Belmiro apresentou bom público, apesar das fortes chuvas que deixaram o gramado encharcado. A primeira parte acabou 0 a 0 com domínio dos paraguaios. Antes do duelo sul-americano, havia o Santos feito inúmeros treinos e teve uma grata surpresa na segunda etapa da peleja: a volta do perigo loiro, Mario Pereira. Foi o loirinho bom de bola que, aos 6 minutos, de forma impressionante, em jogada individual, abriu o placar para o Santos, 1×0! Aos poucos o Santos tomou conta do terreno. Mas a torcida peixeira que se animava, entristeceu ao ver o craque Mario Pereira sentir novamente a lesão que havia lhe afastado dos gramados –  foi a última partida de Mario. Mas ao mesmo tempo que o Santos se despedia de um ídolo, viu nascer outro: Ruy Gomide deu números finais a partida aos 33’ do complementar, também em jogada pessoal. “Mais uma vez a tradição não foi quebrada e a turma da Vila Belmiro fez valer os méritos de sua nova organização, conquistando uma das mais belas vitórias internacionais”, descreveu o jornal Correio Paulistano.
A composição pioneira de sucessos sobre clubes de maior respaldo da tríade da América Platina – Argentina, Uruguai e Paraguai – fez do Santos F.C. o primeiro clube brasileiro a ter em seu histórico internacional, triunfos sobre um campeão argentino (abateu os consagrados Huracán e Estudiantes), uruguaio (o primeiro estrangeiro campeão nacional vencido foi o Rampla Juniors) e paraguaio (Libertad).
Para as próximas décadas a equipe enfraqueceu consideravelmente quando parou de revelar e buscar nomes rentáveis no futebol amador da cidade. Perdeu jogadores importantes, além de apostar em contratações que acarretaram desgaste financeiro e não deram retorno nos resultados em campo.
A época demonstra que a fulgência de craques e a numeração de matches vencidos, em maior peso de um título estadual, foram de grandes acontecimentos e proezas. Foram períodos de um time competitivo que venceu o Campeonato Paulista de 1935, abateu adversários internacionais afamados, chegou ao vice-campeonato do 1º turno de 1936, com boas campanhas até 37, além da conquistou do Torneio Início. Numa votação entre jornalistas do Jornal paulistano MUNDO ESPORTIVO, o Santos de 1935-36 foi eleito um dos maiores times da história do futebol paulista. Nos anos seguintes, no futebol Paulista as coisas seguiam agitadas: ocorre o fim da cisão, com a APEA extinguindo-se e seus filiados agrupando-se na Liga Paulista. Ao Santos um longo processo de constantes retoques.

Fontes/Referencias: 
Centro de Memória e Estatística do Santos FC;
Almanaque do Santos F.C. (Guilherme Nascimento);
ASSOPHIS (Associação dos Pesquisadores e Historiadores do Santos FC )
Jornais/Revistas: A Tribuna, Mundo Esportivo, Almanaque Esportivo, Estado de SP.

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