Os Primeiros Lapsos Internacionais!

Published On 14/12/2015 | Memória Santista
Por Kadw Gommes
Santos, 14/12/2015

Dono da maior parcela de fãs estrangeiros dentre times brasileiros e apontado como o clube nacional mais conhecido no exterior, o Santos FC é indubitavelmente um clube internacional prestigiado. Suas histórias, assim como seus grandes e extraordinários feitos são inúmeros, principalmente nas décadas de 1950, 1960 e 1970 aos que transcenderam aos dias atuais. Porém, a história internacional do clube que popularizou o futebol brasileiro, e que mais realizou partidas internacionais na história, começou bem antes das décadas citadas, bem antes de contar com um Rei e sua corte. Os primeiros traços internacionais santistas aconteceram ainda nas décadas de 1920, 1930 e 1940, antecedendo o batismo internacional em 1954, em emocionantes partidas valorosas diante de adversários de alto prestigio a época.
É bem verdade, que o SFC chegou a realizar partidas internacionais em seus domínios contra o Dublim/URU, equipe de alto peso nesse período, e contra um Combinado Uruguaio, bem antes dos sucessivos jogos no final da década de 1920. No entanto, não teve continuidade, tornando-os quase sem efeito, apesar de grande alvoroço a cidade quando realizados. Sempre como um grande anfitrião, o Alvinegro somente teve sumptuosidade e apreço a partidas contra equipes e seleções do exterior a partir do final da década de 1920, onde a diretoria santista passou a engajar no calendário alvinegro, jogos desse naipe, onde sucessivas partidas desse caráter passaram a ser rotina na Vila Belmiro/SP.
Através da abordagem, é perceptível o real valor dessas partidas que tratam do cerne do DNA internacional do clube, e tem por objetivo ressaltar que bem antes da metade da década de 1950, o clube já dava sinais inequívocos de sua globalização. Tornando-se desde outrora, um clube com referência internacional. O passado, ele tem duas vertentes: a primeira é que ele não reconhece o lugar dele, está sempre presente; a segunda por ser importantíssimo conhece-lo, pois se trata de um estágio da evolução. Nesse contexto, é fundamental conhecermos como tudo praticamente começou, as primeiras performances e comportamentos do globe-trotters brasileiro, o entusiasmo da cidade e torcedores mediante aos prélios da Vila famosa.

A História dos Internacionais do Santos FC – 1929

No dia 24 de abril de 1929, marca-se no calendário uma data histórica, pois nesse registro o Santos FC derrotou a formidável equipe do Barracas/ARG, pelo placar mínimo de 1×0, obtendo assim, o primeiro triunfo internacional de sua história. É mister estimar, que a partir desse ano as partidas contra adversários internacionais seriam frequentes no calendário alvinegro.
Antecedendo a partida, enorme expectativa e entusiasmo tomou conta da cidade: comércios, bancos e principais estabelecimentos encerraram seus expedientes as 15 horas. Tudo isso, para ver o grande acontecimento esportivo na Vila Belmiro, a peleja que encaminhara-se transformou um dia comum de trabalho em um feriado, um domingo de futebol. Antes da bola rolar, as arquibancadas do estádio Urbano Caldeira estavam completamente tomadas, os expectadores esperavam entusiasmados o espetáculo.
A jornada foi árdua e emocionante. A equipe argentina era composta por um quadro de atletas de qualidade, uma base que vinha de grandes campanhas no nacional, e que em 1932 finalmente chegariam ao título do Campeonato Argentino. Contavam com bons nomes, como os dois médios-centrais, Moyano e Cherro, principais obstáculos do Santos para chegar ao gol. Pelo lado santista, que também postulava a época um excelente time, o artilheiro Feitiço e o arqueiro Athiê foram os grandes destaques da partida. Com formidáveis defesas, o goleiro santista sobressaiu-se diante dos atacantes do time argentino, e fez uma partida impecável. Já o centroavante, realizou inúmeros ataques perigosos, e conseguiu chegar ao tento da vitória aos 23min do 1º tempo. Com a vitória decretada ao final da partida, o público entusiasmado aplaudiu e festejou. No dia seguinte, a cidade de Santos amanheceu alegre, com orgulho do clube que leva seu nome.
Como enaltecido, partidas desse caráter diante de equipes estrangeiras seriam mais comuns na rotina anual do Alvinegro. Nesse mesmo ano, um outro grande acontecimento esportivo ocorreu no dia 27 de junho: dessa vez, o prélio foi diante de um time Uruguaio.
A equipe do Rampla Juniors/URU também dava prenuncio de um desafio e tanto ao time santista, tratava-se de um quadro forte e famoso, com jogadores de alta performance, boa parcela da Seleção uruguaia, e que haviam vencido o Campeonato Uruguaio em 1927 e vinham de dois Vice-Campeonatos seguidos.
A Vila Belmiro novamente foi tomada pela multidão que compareceu em grande peso e sempre festiva, mostrava grande apreço ao jogo. Na partida, o SFC conseguiu impor seu melhor futebol e apresentou atuação brilhante, abrindo a contagem logo aos 3min, através de Feitiço que atirou ferozmente um chute indefensável. A equipe uruguaia tentou mudar o rumo da partida, mais com Siriri, aos 33min o Alvinegro aumentava a vantagem, encerrando a 1º etapa. No segundo tempo, apesar da disposição uruguaia, o craque Araken Patusca aos 13min, tratou de esfria de vez, qualquer reação, marcando depois de bonita jogada e oportunismo. A torcida que compareceu já aplaudia a atuação santista, quando aos 26min, Feitiço fez o 4º gol. Irritados, os uruguaios passaram a fazer um jogo ríspido, que não adiantou, a grande apresentação dos brasileiros foi premiada com mais um gol: aos 38min, novamente Araken, dando números finais.
“Palmas e vivas de todos os lados. As casas que ficam fronteiras ao campo do Santos têm gente até no telhado. As janelas estão apinhadas. A entrada é franca. ”
(Segundo os Jornais da época).

A História dos Internacionais do Santos FC – 1930

As partidas internacionais do Santos FC, demonstravam ser um sucesso e a diretoria tratou de agendar diversos amistosos para 1930. O primeiro deles, em 09 de fevereiro, diante do Atlético Tucumán/ARG, time da 1º divisão Argentina, que sofreu impiedosamente com um revés de 4×1 perante o quadro alvinegro que esteve impecável, com total domínio, mediante a festa da torcida. Foi nessa data também, que ocorreu a primeira partida de Arthur Friedenreich pelo SFC. A direção do clube mandou confeccionar um uniforme especial, de seda com o escudo em veludo para o El Tigre.
O próximo adversário, era o poderoso Huracán/ARG de Stábile, que formava uma geração extraordinária de craques na época. Na década (1921/30), haviam conquistado 4 títulos do Campeonato Argentino. Naquela temporada, o destaque santista vai para seu estádio, a Vila Belmiro, que recebe a alcunha de Alçapão!
Assim, em 24 de março, num confronto bastante movimentado, o Santos FC se comporta como um verdadeiro esquadrão, tomando todas as iniciativas e indo para cima dos argentinos, aplicando com disposição uma estupenda goleada de 4×1. Envolvendo o adversário a equipe da Vila, empolgada com a torcida presente confirmou sua força e brio, impondo ao Huracán/ARG um grande desalento.
O ano de 1930, realmente demarca grandes duelos internacionais ao valoroso anfitrião Alvinegro, com uma temporada bastante movimentada, e assim sucedeu-se ao magnifico dia 30 de julho. Nessa data, ocorre o primeiro confronto santista frente a uma Seleção Internacional, recordista de jogos no futuro, o Santos mostrou desde já sua força. O primeiro confronto disputado entre o SFC e uma Seleção, entrou para a história do futebol nacional. Pois tratou-se de uma vitória fulminante contra a Seleção da França. Como assim descreveram os jornais: a goleada causou um enorme impacto nos europeus, que acreditavam ter enfrentado a Seleção Brasileira.
Como de costume, reinava na cidade praiana um alvoroço de enorme emoção, expectativa e entusiasmo eloquente, afinal tratava-se dos franceses que regressavam do Campeonato Mundial/30. Segundo o Jornal Folha da Manhã, ao meio-dia, segundo informações colhidas, já se sabia que o vapor que conduzia o selecionado da França chegaria atrasado. Nem por isso diminuiu a empolgação em toda a cidade. São 15 horas e os bondes já trafegam carregados com destino a Vila Belmiro.
Nunca é demais ressaltar, a força do quadro santista, que se não fosse pelo bairrismo na CBD por parte dos cariocas, disputariam o mundial 3 atletas santistas: o goleiro Athiê, o Centroavante Feitiço e Araken Patusca, que foi ao mundial após se desligar do time paulista.
Gentilezas destaca o jornal – o Santos fez a entrega ao capitão do quadro Frances de um mimo, estando gravado um belo cartão de prata aos dizeres: ‘Aos Diabos Azuis, o Santos F.C. – 30/07/30’.
Numa partida movimentada, a sensacional façanha do Santos FC foi construída com uma atuação perfeita e espetacular, sobretudo de Feitiço autor de 4 gols e Mário Seixas que assinalou 2. O primeiro tempo marcou 2×0, mas já na segunda etapa aprumou o melhor desempenho dos brasileiros que acarretaram mais 4 gols, contra 1 dos franceses. Crentes de terem enfrentado a Seleção do Brasil, depois de muita reclamação, foram convidados a ir até a sede do clube, onde foram convencidos que haviam realmente enfrentado o Alvinegro, ficando admirados com o futebol apresentado – até hoje, a goleada santista é considerada um dos maiores feitos do futebol Brasileiro.
Dez dias depois, registrou-se o último duelo internacional do ano, agora contra os semifinalistas da Copa do Mundo, os Estados Unidos. Todos esperavam uma nova goleada, porém os norte-americanos arrancaram um empate em 3×3. Feitiço, como sempre era destaque, marcou os 3 tentos santista.

A História dos Internacionais do Santos FC – 1931

Chegamos ao ano de 1931, a temporada como sempre registrou além dos compromissos no certame estadual, confrontos importantes, dessa vez em pauta estavam as equipes uruguaias. O time santista, continua com um elenco muito forte, vale destacar que entre os anos desses internacionais (1929 a 31), o SFC sempre esteve brigando nas cabeças do Campeonato Paulista, reafirmando ser um dos grandes.
No dia 31 de março, o Santos enfrenta um time da primeira divisão uruguaia, o Sud América/URU, e assim como ocorreu nas partidas internacionais anteriores, impõe estrondosa goleada no adversário, dessa vez por 5×0 sob incondicional apoio dos expectadores em Vila Belmiro.
O próximo compromisso internacional registrou-se dia 23 de abril, o Santos FC vem a campo para enfrentar num confronto histórico em Vila Belmiro, debaixo de forte chuva a fortíssima equipe do Bella Vista (Uruguai). Esse confronto Internacional coloca o Santos FC frente a grande sensação do futebol mundial na época, base do selecionado Uruguaio Campeão do Mundo em 1930. O importante duelo representou muito para o futebol brasileiro, e principalmente para o Santos FC.
O estádio de Vila Belmiro ficou completamente abarrotado, as pessoas estavam em aprazimento e complacência para o espetáculo e não era para menos: O Bella Vista era um esquadrão tão poderoso, que sete jogadores daquele time, conquistaram a primeira Copa do Mundo em 1930, todos como titulares: Ballestero, Mascheroni, Nasazzi; Andrade, Dorado, Castro e Iriarte, além de Borja, que jogou a final Olímpica em 1928.
O confronto mostrou-se equilibrado, até que para delírio da torcida o Santos FC abre o placar através de Camarão. O resultado caminhou-se até que os Uruguaios passaram a dominar o jogo: o grande jogador “El Manco” Castro, atacante da Seleção Uruguaia então empata a peleja. Terminando-se assim a 1º etapa. Na etapa complementar, o Santos FC vem a campo com Natinho no lugar de Vitor. A peleja seguiu equilibrada, com muita disposição das equipes, até que coube ao jogador que entrara, anotar o segundo gol santista, o tento de Natinho daria a espetacular vitória a representação de Vila Belmiro. A torcida explodiu em alegria e emoção! Assim encerrou-se o grande enredo que teve enorme repercussão pelo feito extraordinário

A História dos Internacionais do Santos FC – 1936/1938

Entre 1936 a 1938, o calendário santista marcava mais 3 importantes duelos internacionais: as equipes como de costume representavam valores de prestigio Sul-Americano e, diante disso, o SFC se apresenta perante 2 equipes argentinas (uma já conhecida), e uma equipe paraguaia, nas virtudes de seu alçapão.
Na noite do dia 30 de janeiro, grande público compareceu a Vila Belmiro, para um espetáculo de futebol entre brasileiros e argentinos, numa peleja com muitos gols e bonitas jogadas. O Santos um dos melhores times brasileiros, contava com o elenco Campeão Paulista de 1935; já o Estudiantes/ARG ficou conhecido por um futebol de alto nível tático com troca de passes precisos, recebendo a alcunha de Los Professores.
A partida trazia certo favoritismo ao Santos, que trazia a campo seus campeões estaduais, além de estar atuando em seus domínios. Atuante, disposto e como favorito a equipe Alvinegra abriu a contagem de pênalti, com Neves. Logo, o SFC ratificaria suas lides de maior domínio, fazendo o 2º tento, o que fez o time tirar o pé, relaxando na vantagem. Esqueceu que do outro lado tinham argentinos, e tratava de uma equipe qualificada, los professores endemoninhados numa reação surpreendente viraram, 3×2. Aí foi a vez do SFC reagir, o campeão paulista foi para cima e com Raul empatou, Sacy fez o 4º gol, terminando assim o 1º tempo. No 2º o Alvinegro não mais largou sua vantagem até o fim da partida. Espetáculo de futebol descrevia os jornais.
O segundo duelo de 36, ocorreu no dia 12 de fevereiro, contra um velho conhecido dos santistas, o forte Huracán/ARG, que seria vice-campeão argentino naquele ano, e promovendo sua revanche impõe ao alvinegro seu primeiro revés, desde sua rotina internacional a partir de 1929, o resultado foi 5×2.
Em 1938, o cardápio peixeiro ia mudar, pela primeira vez o Santos FC enfrentaria uma equipe paraguaia, tratava-se do Libertad/PAR que seria vice-campeão nacional naquela temporada. O Libertad equipe bem montada, com valores futebolísticos e de sucessivas campanhas de destaque no nacional, veio confiante embora sabedor das qualidades do seu adversário.
O roteiro seguiu: a Vila lotou, a cidade parou e os torcedores se mostraram enlouquecidos e vibrantes, e com atuação impecável o Santos FC retomou o caminho do êxito. Foi mais empolgante, dominante e bem postado, construindo seu pleito com força e movimentação em 2×0, uma vantagem não tão grande, mais o bastante para saborear novo triunfo de gala, dessa vez frente a um time paraguaio.

A História dos Internacionais do Santos FC – 1942/1946

Na década de 1940, os jogos internacionais tiveram diminuição no calendário alvinegro, foram apenas duas partidas, ambas contra o Libertad/PAR em 1942 e 1946. O time paraguaio por sinal, mostrava sua força nacional naquele período, sendo Campeão Paraguaio em 1943 e 1945, 2º em 1944 e em 3º 1946.
No primeiro confronto, que ocorreu em 22 de novembro, o Santos obteve autoritário triunfo sobre o futuro Campeão Paraguaio. O Libertad/PAR experimentou o pior resultado de sua temporada – 5×1, a contagem foi construída por Echevarrieta (2), Antoninho (2) e Véga. Mas depois de duas derrotas para o SFC, o time paraguaio então campeão nacional conseguiu sua revanche 4 anos depois, batendo o Alvinegro em placar de 2×0.

A História dos Internacionais do Santos FC – 1951/1953

Depois de magníficos confrontos contra equipes Sul-Americanas e Seleções estrangeiras, faltava ao já rico currículo do Santos FC enfrentar as equipes europeias. Assim, no começo da década de 1950, são registrados os primeiros confrontos contra Ingleses, Iugoslavos e Portugueses.
O primeiro jogo contra uma equipe europeia, ocorreu em 17 de junho de 1951, contra o tradicional Portsmouth/ING. Marcou-se nessa peleja, um duelo de valores, o Santos FC de Antoninho x Portsmouth de Jimmy Dickinson. Nessa época, a equipe inglesa era muito respeitada e afamada, contava com um grupo de selecionados ingleses e escoceses que naquele período, eram os atuais Bicampeões Ingleses 1948-49/1949-50.
O triunfo santista que se traduziu pela contagem de 4 a 0 com gols de Ivan, 109, Odair e Tite, foi um reflexo fiel da superioridade do alvinegro em todo o transcurso do prélio. O que trouxe motivos de intenso júbilo aos afeiçoados praianos que lotaram a Vila Belmiro. O SFC Pôs em prática jogo rápido, superando com autoridade o sistema defensivo dos ingleses, se impôs desde os minutos inicias como vencedor provável da peleja, enquanto a sua retaguarda firme e vigilante, não era superada pelas tentativas dos avante ingleses.
No duelo seguinte pelo ano de 1951, novamente o Santos FC enfrenta uma equipe de grande valor europeu na época. O adversário era o Estrela Vermelha que seria o campeão iugoslavo de 1951. “Os Heróis” como descreve seus adeptos é de Belgrado, atual Sérvia. É um dos times mais populares da Sérvia.
Reeditando com brilhantismo, suas virtudes frente aos estrangeiros, o Santos FC consegue construir vantagem de 3×0 com Pinhegas (2) e Odair. Dotado dos melhores aperfeiçoamentos e invertidas perigosas, o Alvinegro mostrou sob apoio de seus torcedores sua força, deslumbrando derrotando com controle e ímpeto os europeus, que pouco fizeram, sendo batidos com naturalidade.
Chegamos ao ano de 1953, data do último pleito santista antes do batismo internacional em 1954. Novamente, um adversário europeu, dessa vez uma equipe portuguesa, essa merecedora de grandes exaltações de sua grandeza e poderio. Para estimar a força do esquadrão luso, informo que o Sporting/POR entre 1947 a 1954 conquistou 7 Campeonatos Portugueses, e que no começo da década de 50 foi tetracampeão consecutivo: 1951 a 54. Isso, sem contar outras Taças. Eram chamados de Violinos, pelo futebol clássico que praticavam.
Esplendido e emocionante confronto se noticiou: foram 9 gols, não faltaram aplausos, luta dos jogadores em campo, comemorações e a vibração intensa da torcida. O Santos FC, já com sua bagagem de partidas desse naipe, jogadores importantes que contava, impõe certo respeito, mostrando sua força tratou de abrir vantagem rápida de 2×0 com Fernando e Valter. O Sporting um esquadrão dos mais famosos não deixava por menos e empatou ainda na primeira etapa 2×2. No 2º tempo, animando sua empolgante torcida, o alvinegro retoma a frente (3×2 com Valter) e logo na sequencia amplia em 4×2 com Nicácio, e faz 5×2 com gol contra dos lusos. O Sporting baqueado tratou de diminuir, mas o Santos mostrando sua força aumenta com Valter, destaque da partida, finalizando em 6×3 a peleja.

Fontes e Referencias:
Jornal A Tribuna de Santos/SP;
Almanaque do Santos FC (Guilherme Nascimento);
 

5 Responses to Os Primeiros Lapsos Internacionais!

  1. carlos ipolito says:

    É por tudo isso que eu tenho orgulho de ser um
    Santista apaixonado pelo este escudo

  2. Gustavo Lazarini says:

    Grandes histórias do Santos, que mostram que o clube sempre teve esse DNA internacional. O interessante, é que não eram qualquer equipes que foram batidas, sempre campeões dos seus respectivos países e que na época eram respeitados e fortes. Dos times que o Santos enfrentou, o mais forte era o Sporting? Já ouvi muito desse timaço…

    • Kadw Gommes says:

      Olha, dos times, foi um dos mais fortes. Provavelmente o segundo, porque o Bella Vista/URU era a base da grande geração do futebol uruguaio que conquistou tudo e ficou mundialmente conhecida, como sua geração de ouro. E sobre o que falou, no início, Com toda certeza, o clube sempre teve um DNA Internacional, e deu os primeiros lapsos no amadorismo e inicio da profissionalização, até que 1954 foi o batismo do clube no exterior.

  3. Gustavo Lazarini says:

    É, você tem razão, na releitura, achei até que tinha sido contra a Seleção Uruguaia, mais foi o Bella Vista que o clube venceu. Seleção foi a França! Realmente, pelo conjunto dos craques foi o Bella Vista. Falei, o Sporting, porque deve saber melhor do que eu, que foi um timaço até hoje famoso em Portugal.

    • Kadw Gommes says:

      Pois é, como falei. O Sporting como falei, entre 1947 a 1954 conquistou 7 Campeonatos Portugueses, e no começo da década de 50 foi tetracampeão consecutivo: 1951 a 54.

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