Pré-jogo histórico – Santos x Palmeiras

Published On 26/04/2015 | Pré-Jogo Histórico
Por Antônio Felipe
Santos, 26/04/2015
Neste domingo às 16h na Arena Palmeiras acontece o primeiro jogo da final do Campeonato Paulista de 2015 entre Palmeiras e Santos. O “Clássico da Saudade”, como é conhecido o confronto, não acontece numa final desde o longínquo ano de 1959. Naquela ocasião, a equipe palestrina levou a melhor após três decisões, com dois empates (1×1 e 2×2) e na terceira partida, o Peixe foi derrotado de virada por 2×1.
No final da década de 1950 e durante toda a de 1960, Santos e Palmeiras se revezavam entre conquistas estaduais, regionais e nacionais. As duas equipes paulistas e mais o Botafogo, do Rio, destoavam dos demais times brasileiros e obviamente o esquadrão santista era o mais forte e conquistou tudo o que pôde até então. As inúmeras mudanças de fórmula de disputa, os pontos corridos e as andanças do tempo fizeram com que essa final demorasse muito tempo para se repetir. Enfim, chegou o momento de mais uma vez presenciarmos uma final da grandeza de Santos e Palmeiras.
Durante doze anos, as duas equipes monopolizaram as conquistas do Campeonato Estadual. O Palmeiras interrompeu três sequencias de títulos do Santos (1959, 1963 e 1966). O Peixe faturou o caneco em 1958, 1960, 1961, 1962, 1964, 1965, 1967, 1968 e 1969.
O último confronto decisivo entre as duas equipes ocorreu no Campeonato Paulista de 2013 e deu Peixe. Após empate por 1×1 no tempo normal, o Santos bateu o Palmeiras nos pênaltis por 4×2 e avançou para a semifinal do certame.
Santos x Palmeiras [65]

O goleiro Rafael brilhou no último confronto de mata-mata entre Santos e Palmeiras!

A partida deste domingo será a de número 307 do confronto. O Santos venceu 97 vezes, empatou 80 e perdeu 129 partidas.
Abaixo a ficha da histórica final do Paulista de 1959, disputada em janeiro de 1960:
10/01/1960 – Santos 1 x 2 Palmeiras
Gols: 1º tempo: Pelé (Santos, aos 14′), Julinho Botelho (Palmeiras, aos 43′) 2º tempo: Romeiro (Palmeiras, aos 3′)
Local: Estádio Pacaembu, em São Paulo.
Competição: Campeonato Paulista de 1959 – Decisão extra
Público: 37. 063 presentes
Árbitro: Anacleto Pietrobom (SP)
Palmeiras: Valdir de Moraes; Djalma Santos, Valdemar Carabina, Aldemar e Geraldo Scotto; Zequinha e Chinesinho; Julinho Botelho, Américo Murolo, Romeiro e Nardo. Técnico: Osvaldo Brandão
Santos: Laércio; Urubatão, Getúlio e Dalmo; Formiga e Zito; Dorval, Jair Rosa Pinto, Pagão, Pelé e Pepe. Técnico: Lula
Quem já esteve do lado de cá
Aranha – O goleiro chegou ao Peixe no início de 2011 e foi reserva de Rafael até a metade de 2013, quando o titular foi jogar no futebol europeu. Aranha teve boa participação na meta santista durante um bom tempo. No fim de 2014 deixou a equipe para defender o rival Palmeiras. O arqueiro conquistou pelo Santos os Paulistas de 2011 e 2012, a Libertadores de 2011 e a Recopa Sulamericana em 2012.
Arouca – Após passagem ruim pelo São Paulo, Arouca chegou ao Santos numa troca com o volante Rodrigo Souto. O negócio foi muito vantajoso para o Peixe, já que Arouca jogou o fino da bola pelo Alvinegro Praiano durante quatro anos. Ao fim de 2014, o volante deixou a equipe santista após acionar o clube na justiça devido a salários atrasados. Tudo isso fez com que gerasse um certo desconforto entre o jogador e a torcida santista.
Zé Roberto – Depois de realizar uma boa Copa do Mundo em 2006, Zé trocou a Europa pelo Santos. Não demorou muito para se destacar com a camisa 10 do Peixe. O problema é que ele chegou já na metade do Campeonato Brasileiro daquele ano e não teve muito tempo para ajudar a equipe a ter uma melhor participação no certame. Em 2007 começou com tudo e de cara conquistou o título paulista pelo Peixe. As grandes atuações de Zé Roberto o levou de volta ao futebol europeu após marcar uma linda trajetória no Santos, onde se tornou ídolo, apesar do pouco tempo.
Alan Patrick – Revelado na base do Santos, Alan subiu aos profissionais no ano de 2009, quando atuou em algumas ocasiões. Em 2010 era o principal nome da equipe vice-campeã da Copa São Paulo de Juniores. A concorrência no time principal do Santos era muito grande e Alan Patrick teve poucas oportunidades na equipe durante aquele ano. No ano seguinte teve mais chances, principalmente após a grave lesão de Paulo Henrique Lima na primeira final do Campeonato Paulista de 2011. Alan Patrick foi titular na partida decisiva diante do Corinthians e fez um gol importantíssimo pelas quartas de final da Libertadores diante do Once Caldas na Colômbia. O meia deixou o Peixe no final de 2011 após conquistar o Bicampeonato Paulista (2010/2011), a Libertadores em 2011 e a Copa do Brasil de 2010.
Maikon Leite – O atacante chegou ainda muito jovem ao Peixe após se destacar pelo Santo André. Maikon chegou ao Santos em meio à turbulência durante o Brasileirão de 2008, onde o Peixe lutava para sair das últimas posições da tabela. O atleta se destacou rapidamente, sobretudo por sua velocidade e ousadia. Uma lesão no joelho numa partida diante do Flamengo na Vila Belmiro o afastou do futebol por quase um ano. O jogador só retornou nas finais do Paulistão de 2009, mas demorou a ter uma boa sequência na equipe do Peixe. Na metade de 2010 foi emprestado ao Atlético-PR. Após boa passagem no Sul retornou ao Santos em 2011. Maikon Leite retornou muito bem, fez gols, mas atuou pelo Peixe apenas até a metade do ano, pois a seis meses de ter seu vinculo encerrado assinou um pré-contrato com o Palmeiras.
Robinho – Contratado pelo Peixe em 2008 junto ao Mogi Mirim, veio com o peso do nome de um grande ídolo santista. Então, passou a ser chamado apenas de Róbson. Contudo, em sua primeira passagem que durou até o final de 2009, não vingou. O atleta ainda retornaria ao Santos em 2011, porém, mais uma vez, não conseguiu se firmar e acabou negociado com o Avaí antes mesmo do final do primeiro semestre. Pelo Peixe participou das conquistas do Paulista e Libertadores de 2011.
Oswaldo de Oliveira (técnico) – O treinador foi o sétimo profissional da história a dirigir os quatro clubes grandes do estado de São Paulo. Oswaldo teve duas passagens pelo Peixe. A primeira delas, em 2005, aconteceu após o título brasileiro conquistado por Vanderlei Luxemburgo, que em seguida foi dirigir o Real Madrid. O técnico Oswaldo herdou uma equipe campeã, mas não conseguiu obter resultados vantajosos e foi demitido antes do término do Paulista e Libertadores daquele ano. Nove anos depois, já em 2014, novamente desembarcou na Vila. Dessa vez conseguiu uma sequência melhor, foi vice-campeão Paulista e deixou a equipe durante o segundo semestre substituído por Enderson Moreira.

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