Sarno – 1951-1952/1955-1956

Published On 08/07/2017 | Ex-Atletas
Por Gabriel Santana e Ronaldo Silva
Santos, 08/07/2017

Nome completo – Francisco José Sarno Matarazzo
Período – 1951-1952/1955-1956
Posição – Zagueiro
Nascimento – 5 de novembro de 1924, em Niterói, Rio de Janeiro
Jogos – 43
Gols – 00

Histórico – Sarno iniciou sua carreira no Botafogo, tendo suas primeiras chances na equipe principal, no ano de 1945. Na equipe carioca, atuou ao lado de Heleno de Freitas, e viu o surgimento de Nilton Santos. Foi Campeão Carioca em 1948.
Contratado pelo Palmeiras no ano de 1949, Sarno foi emprestado ao time da Vila Belmiro em setembro de 1951, devido a um desentendimento com o então treinador palmeirense.
No Santos, formou uma bela dupla de zaga ao lado de Hélvio. Zagueiro de origem, Sarno era privilegiado por um futebol técnico, e eventualmente, também atuava pela ala esquerda.
Com as boas atuações, a diretoria do Santos tentou comprar seu passe em definitivo, porém, o Palmeiras alegou que necessitava da volta do jogador, e Sarno, voltou ao Palmeiras em 1952.
De volta ao Palestra Itália, após algumas partidas, foi novamente emprestado, dessa vez, para o Vasco.
No ano de 1955, enfim, o Santos contrata em definitivo o zagueiro.
Reencontrou seu companheiro de zaga, Hélvio. Na ocasião, Sarno também encontrou a concorrência de Ivan, que estava em ótima fase.
Com o time santista, foi Campeão Paulista de 1955, o 2º título estadual do clube da Vila Belmiro.
Atuou em mais 6 partidas em 1956, antes de se transferir para o Jabaquara, onde encerrou sua carreira como jogador em 1959. No mesmo ano, iniciou sua trajetória como treinador, no próprio Jabaquara.
Dirigiu também o Noroeste, Ponte Preta, XV de Piracicaba, Guarani, Ferroviária de Araraquara, Corinthians, Coritiba, Atlético-PR, entre outros. Foi também comentarista de rádio, além de publicar artigos na Revista Placar.
No ano de 1965, publicou o livro “Futebol, a Dança do Diabo” (1965), onde conta os bastidores do mundo do futebol. Em 1971, publicou seu 2º livro, com o nome de “Coquetel de Verdades”.
Sarno faleceu no dia 17 de janeiro de 2010, na capital paulista, em decorrência do Mal de Alzheimer.

ESTREIA
30/09/1951 – Santos 0 x 2 Portuguesa
Gols: Julinho e Djalma Santos (p).
Local: Estádio Vila Belmiro, em Santos.
Renda: Cr$ 138.020,00
Público: aproximadamente 8.700
Árbitro: Gunar Bjoreck
SFC: Manga; Hélvio e Sarno; Nenê, Olavo e Pascoal; Tite, Antoninho, Odair, Nando e Brandãozinho. Técnico: Aymoré Moreira
APD: Muca; Nena e Jacó; Djlama Santos, Brandãozinho e Ceci; Julinho, Renato, Nininho, Pinga e Simão. Técnico: Osvaldo Brandão
REESTREIA
13/04/1955 – Palmeiras 4 x 4 Santos
Gols: Pepe aos 20min, Liminha aos 24min, Rodrigues aos 27min, Del Vecchio aos 32min e Nei aos 42min do primeiro tempo; Vasconcelos aos 18min, Moacir aos 20min e Walter aos 21min do segundo tempo.
Local: Estádio Pacaembu, em São Paulo.
Renda: Cr$ 162.600,00
Árbitro: Telêmaco Pompeu
SEP: Cavani; Manoelito e Cação; Nicolau, Waldemar Fiúme e Dema; Moacir, Liminha, Nei, Ivan e Rodrigues. Técnico: Ventura Cambon
SFC: Manga; Hélvio e Ivan (Sarno); Cássio (Feijó), Formiga e Urubatão; Del Vecchio, Walter, Álvaro, Vasconcelos e Pepe. Técnico: Lula
ULTIMA PARTIDA
20/05/1956 – América-SP 1 x 3 Santos
Gols: Pagão, Alfredinho e Tite; Lero
Local: Mario Alves Mendonça, em São José do Rio Preto, São Paulo.
Competição: Amistoso
Renda: Cr$ 176.300,00
Árbitro: Abílio Ramos
SFC: Manga (Osvaldo); Hélvio (Sarno) e Ivan; Ramiro, Formiga (Feijó) e Zito; Alfredinho (Dorval), Jair Rosa Pinto (Pepe), Pagão (Del Vecchio), Vasconcelos e Tite. Técnico: Lula
AFC: Mourinho; Chatara e Cinzeiro; Tan, Estolinho e Ambrósio; Paulo Reis, Lero (Colada), Vidal, Nilsinho (Celso) e Urias.

• Jogos e gols:
1951 – 12 jogos e 00 gol;
1952 – 04 jogos e 00 gol;
1955 – 21 jogos e 00 gol;
1956 – 06 jogos e 00 gol;
Total – 43 jogos e 00 gol

Fontes e Referências:
Almanaque do Santos FC;
Site “Tardes de Pacaembu”;

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