Um time campeão: O Santos de Giovanni (1995)

Published On 17/09/2015 | Esquadrões - Times importantes

DON GIOVANNI. O Santos chegou ao Brasileiro de 1995 de mansinho. E, sem mais nem menos, apresentou ao Brasil um craque. O que Giovanni jogou contra o Fluminense…

O Santos de 1995 era um time de risco. De alto risco, já que as chances de dar errado eram maiores que as possibilidades de sucesso. A começar pelo técnico. Cabralzinho não exibia um currículo dos mais atraentes. No gol, Edinho, filho de Pelé. Seu 1,78 m não era recomendável para a posição. Marcelo Silva, Marcos Adriano? Laterais desconhecidos ou renegados. Jamelli nunca tinha passado de promessa. Mesmo Giovanni, candidato a craque, não empolgava. Pode alguém despontar aos 23 anos?
Pois este exercito brancaleone deu liga. Ficou no ponto justo na fase final do Campeonato. Parecia que dançaria na Semifinal, quando foi goleado pelo Fluminense no Maracanã por 4 x 1. Precisava vencer por três gols no Pacaembu e conseguiu. Giovanni fez três e participou dos outros dois gols na vitória por 5 x 2. Um Santos daquele, com um camisa 10 fazendo coisas de Pelé, conquistou o país: merecia ser campeão. O Peixe estava entrando para a história. Pena que a arbitragem de Márcio Rezende de Freitas também tenha entrado. Dois erros capitais fizeram com que o título fosse para o Botafogo.

JOGO INESQUECÍVEL.

giovanni-messias

(26/7/1995) Santos 5 x 2 Fluminense. 
Não foi apenas um dos maiores jogos da versão 95 do Santos. Foi uma das grandes partidas da história do futebol brasileiro. Depois de perder de 4 x 1 no Maracanã, o Santos precisava da diferença de três gols no Pacaembu. E ganhou! Com Giovanni infernal, o time foi para a final do Brasileiro.

 


“O TIME FEZ O GIOVANNI BRILHAR”

11061514
Cabralzinho (técnico do Santos em 1995).
Quem pensa no Santos de 1995 lembra do camisa 10. Mas o técnico diz que seu futebol só explodiu quando a equipe ganhou equilíbrio.
“Peguei a equipe desmotivada, desacreditada e sem nenhuma vitória na quinta rodada do Brasileiro.Impus treinamentos em dois períodos, o que mexeu com os costumes dos jogadores. As criticas da imprensa eram muito pesadas em cima de mim e dos jogadores. Então foi feito um pacto no ônibus apos o empate com o Juventude, em Caxias do Sul: a equipe alcançaria pelo menos as semifinais. Mas as vitórias foram se sucedendo, o elenco ganhou confiança a ponto de realizar uma maravilhosa partida contra o Fluminense, no Pacaembu. Vencemos por 5 x 2. A defesa foi o setor que mais sofreu modificações. O meio-campo era equilibrado, com Gallo, Pintado e Carlinhos. Mas o ponto forte era o ataque. Jamelli, Macedo, Vágner, Camanducaia eram hábeis e rápidos. O Robert armava a equipe e tudo isso fez o Giovanni atingir um nível altíssimo” (Cabralzinho).

FONTE: Revista Placar “Os Grandes Esquadrões” dos últimos 35 anos. 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *