Urbano Caldeira, um símbolo! (1913-1933)

Published On 28/01/2016 | A história do clube, Ex-Atletas, Ídolos
Gabriel Santana
Santos, 28/01/2016
Atualizado, 06/09/2016

O dia 27 de janeiro de 1913, é um marco na vida do Santos Futebol Clube.
Com apenas oito meses de vida, o Santos recebia um novo integrante ao seu quadro de sócios: Urbano Villela Caldeira Filho.
Nascido no dia 16 de setembro de 1890, em Florianópolis, em Santa Catarina, Urbano foi transferido de São Paulo para trabalhar nos escritórios da alfândega, em Santos, e logo se apaixonou pelo time santista.
Inicialmente, Urbano formou como jogador, atuando na quarta zaga, fazendo muitas vezes o papel de treinador dentro de campo. Ainda em 1913, tornou-se 1º Secretário da Diretoria Executiva, e ficou responsável por redigir todas as atas de reuniões do clube, com sua exímio grafia.
Sua estreia nos gramados, foi realizada no 1º jogo de 1913, no dia 13/05, diante do São Vicente AC.
1913 (1)

Urbano Caldeira é o 3º, na fileira do meio (Foto/Memorial das Conquistas do Santos FC)

Em 1916, foi nomeado como Diretor de Esportes, e foi um dos responsáveis pela compra do terreno da Vila Belmiro. Liderou as buscas pela melhor opção, e mesmo não fazendo parte inicialmente da comissão, se juntou ao grupo de busca pelo terreno, devido a sua vontade demasiada de ajudar.
Com a construção da Vila em andamento, Urbano acumulou mais uma função: Operário. E não qualquer operário, foi um dos mais assíduos e cuidadosos.
Na temporada de 1918, realizou seus últimos 4 jogos pelo Santos, e passou a dedicar-se mais as funções administrativas. Em seguida, criou o “Torneio Interno”, um autentico celeiro de jogadores para a equipe principal do clube.
O gramado do “Campo do Santos”, virou referência, e já era um dos melhores do Brasil, graças ao meticuloso trabalho de Urbano Caldeira. Em benefício do plantio, muitas vezes ficava capinando o gramado até o anoitecer, principalmente em noites enluaradas.
Foi também Vice-Presidente do clube, e um dos responsáveis pela montagem da grandiosa equipe de 1927, que ficou conhecida como o “Ataque dos 100 gols“.
Pela sua grande honestidade e ombridade, em determinados amistosos, exerceu a função de Árbitro, tendo total amparo dos adversários.
O Carnaval também era de uma de suas paixões, e juntando o útil ao agradável, fundou o Bloco Carnavalesco “Flor do Ambiente”, tendo o escudo santista na camisa referente ao bloco.
Banda santista

Bloco fundado por Urbano Caldeira, que levava o escudo santista no peito! (Foto/Acervo A Tribuna)

Ao completar exatos 20 anos de serviços prestados ao clube, Urbano faleceu no dia 13/03/1933, em São Vicente, aos 43 anos.
Reconhecendo todo seu amor e dedicação ao clube, 11 dias após sua morte, em 24 de março de 1933, o Estádio da Vila Belmiro foi nomeado como Estádio Urbano Caldeira.

FUNÇÕES NESSES 20 ANOS:
•  Jogador (zagueiro e meio-campista);
•  1º Secretário;
•  Técnico;
•  Diretor de Esportes;
•  Operário de obras;
•  Capineiro;
•  Vice-Presidente;
•  Idealizador de ligas;

EM CAMPO
1913 – 08 jogos e 00 gol;
1914 – 02 jogos e 00 gol;
1915 – 13 jogos e 00 gol;
1916 – 02 jogos e 02 gols;
1917 – 14 jogos e 00 gol;
1918 – 04 jogos e 00 gol
• Total: 43 partidas e 02 gols, no período de 1913-1918.

DIA URBANO CALDEIRA
O dia 09 de janeiro é comemorado como o “Dia Urbano Caldeira”, desde o ano de 1938. O então presidente santista, José Martins, ao lado de sua diretoria, inaugurou em 9 de janeiro de 1938, o busto de Urbano Caldeira, e determinou que todos os anos, em 9 de janeiro, fosse comemorado a data ao nosso maior abnegado.
Urbano deixou um legado, tornou-se um símbolo, um ícone, patrono do clube e a Vila em pessoa.
Uma frase o sintetiza: Vivia inteiro em benefício ao Santos Futebol Clube.
Obrigado Urbano Villela Caldeira Filho!

Fontes e Referências:
Centro de Memória e Estatísticas do Santos;
Almanaque do Santos;
Álbum de Ouro do Santos FC;

6 Responses to Urbano Caldeira, um símbolo! (1913-1933)

  1. Pedro Paulo says:

    O meu Santos é o clube qhe tem mais estória no mundo orgulho de ser Santista parabéns Urbano Caldeira deticou se ao clube.

  2. Acredito que diversos diretor do Santos, não estão lendo, ou se fazem de analfabetos corruptos, pois não estão lendo o legado por ele, relatos aqui deixados como exemplos de paixão, visão e administração, e pelo visto, com essa idoneidade toda, se fosse nos dias de hoje não estaria fazendo parte desta corja que invadiu os clubes as federações a CBF a FiFa.

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