Vasconcelos – 1953-1958

Published On 03/04/2014 | Ex-Atletas, Ídolos
Por Gabriel Santana
Santos, 03/04/2014
Atualizado, 16/05/2017

Walter Fernandes Vasconcelos, mais conhecido como Vasconcelos, nasceu no dia 25 de maio de 1930, em Belo Horizonte.
Meia-atacante de toques refinados e chutes certeiros, Vasconcelos foi contratado pelo Santos em 1953, junto à Portuguesa Santista, por 350 mil cruzeiros. Mostrando todo o seu poder ofensivo, foi artilheiro do Torneio Rio-São Paulo do mesmo ano com 8 gols e artilheiro da equipe santista em 1953 e 1954.
Na reta final da disputa pelo título Paulista de 1956, em partida realizada na Vila Belmiro, no dia 09/12/1956, contra o concorrente direto ao título, o São Paulo, Vasconcelos fraturou a perna aos 10 minutos do primeiro tempo, em lance com o ainda são-paulino Mauro Ramos de Oliveira. Depois da lesão, Vasconcelos teve o lado emocional muito abalado, e nunca mais conseguiu resgatar seu grande futebol.
A vaga deixada por Vasconcelos acabou dando oportunidade no time titular para o garoto Pelé.
Craque, boêmio, gênio, inconsequente, lendário e artilheiro. As noitadas renderam-lhe mais do que uma coletânea de detenções. Fama, sucesso e álcool tornaram-se a combinação fatal de sua carreira.
Bagaço, como era carinhosamente chamado pelo seus companheiros devido ao hábito de chupar laranja antes dos treinos, fez 181 jogos com a camisa do Santos, marcando 111 gols.
Vasconcelos faleceu em 22 de janeiro de 1983 em Brusque, Santa Catarina.
– Texto retirado do site “Terceiro Tempo”
“Desconexo, algumas vezes, ganhou o título de consciente em outras. Em 24 de maio de 1956, no aniversário do goleiro Manga, chamou a atenção do elenco do Peixe ao dar à expressão “faça o que eu digo e não o que faço” o teor de uma grande lição ao então desconhecido Pelé, o Gasolina. Lá pelas tantas foram contar a Vasconcelos que Pelé estava com um copo de bebida na mão. Vasconcelos largou o seu copo, foi até onde estava Pelé, ficou olhando sério e acabou dando um tapa na mão do companheiro, jogando o copo longe. Ele se considerava um dos responsáveis por aquele garoto que apenas começava como o seu reserva, relatou José Maria de Aquino.”

Jogos – 181
Gols114
Títulos:
1955 – Campeonato Paulista
1956 – Campeonato Paulista

Fichas  Técnicas:
15/03/1953 – Santos 6 x 1 Juventus
Gols: Vasconcelos [2], Tite [2], Zito e Álvaro; Luizinho.
Local: Estádio Vila Belmiro, em Santos.
Competição: Amistoso
Renda: Cr$ 16.225,00
Árbitro: Jorge Miguel
Santos: Manga; Hélvio (Cássio) e Feijó; Nenê, Formiga (Aristóbolo) e Zito (Ivan); Nicácio (Otavinho), Nelson Adams, Álvaro, Vasconcelos e Tite. Técnico: Artigas.
Juventus: Walter; Luizinho e Arnaldo; Oswaldo, Nézio (Valussi) e Bueno; Farid (Silas)(Mário), Castro, Edelcio, Gradim e Pádua.
– Estreia marcando dois gols
31/05/1953 – Santos 6 x 1 Portuguesa
Gols: Vasconcelos [3], Hugo [2] e Tite; Átis.
Local: Estádio Vila Belmiro, em Santos.
Competição: Torneio Rio-São Paulo
Renda: 43.290,00
Público: 1.600 aproximadamente
Árbitro: Querubim da Silva
Santos: Manga; Hélvio e Cássio; Feijó, Formiga e Nelson Adams; Nicácio (Ney), Walter, Hugo, Vasconcelos e Tite. Técnico: Artigas
Portuguesa: Landolfo; Nena e Hermínio; Djalma Santos, Brandãozinho e Carlos; Julinho, Renato, Osvaldinho, Bota e Átis. Técnico: Aimoré Moreira
– Hat-Trick de Vasconcelos!
04/04/1954 – Combinado Talleres/Belgrano-ARG 0 x 5 Santos
Gols: Vasconcelos [2], Hugo, Walter e Tite.
Local: Estádio Gigante de Alberdi, em Córdoba, Argentina.
Competição: Amistoso
Árbitro: Carlos de Oliveira Monteiro
Santos: Barbosinha; Hélvio e Feijó; Urubatão, Formiga e Zito; Del Vecchio, Walter, Álvaro, Vasconcelos (Hugo) e Tite. Técnico: Giuseppe Ottina
– Na primeira vitória santista em território estrangeiro, Vasconcelos marcou duas vezes.
11/05/1958 – Combinado Caldense/Rio Branco-MG 0 x 4 Santos
Gols: Álvaro [2], Pagão e Dorval.
Local: Estádio Cristiano Osório, em Poços de Caldas, Minas Gerais.
Competição: Amistoso
Renda: Cr$ 18.000,00
Árbitros: Luiz Duarte e Hamilton Ferreira
Combinado: Carlos; Pinduca e Cuca; Roberto, Fubá e Bacalhau; Armando, Airton, Sérgio, Rolinha e Sabará.
Santos: Manga (Laércio); Getúlio e Mourão; Feijó, Ramiro e Dalmo; Dorval, Jair Rosa Pinto (Zezinho), Pagão (Raimundinho), Álvaro (Dufles) e Vasconcelos. Técnico: Lula
– Ultima partida com a camisa do Santos
Fontes e Referências:
Centro de Memória e Estatística do Santos;
Almanaque do Santos;
Livro “100 anos, 100 jogos e 100 ídolos”;

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